As eleições no Partido Socialista Coimbra

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Amanhã disputar-se-ão as eleições mais calmas para a Comissão Política Distrital.
Não será estranho o facto de ambos os candidatos serem jovens, apesar de cada um ter uma experiência política acima da média. Um, Pedro Coimbra, Deputado, o outro Luís Antunes, Presidente de Câmara.
Ainda quiseram aparecer alguns para-protagonistas mas ninguém lhes deu a importância que pensavam ter. E ainda bem, porque caldeirar um processo distintivo seria mau para ambos os candidatos.
Por isso, estas eleições internas do PS revelaram uma maturidade acima da média dos seus militantes, porque não se deixaram enredar por “paleógrafo” de maus instintos, transparecendo uma vontade diferente de intervenção. Existe um lote alargado de militantes que se deveriam assumir como “Senadores”. Cidadãos que, pelas responsabilidades políticas que assumiram no passado, estariam em condições, mesmo boas condições, de se assumirem como conselheiros e moderadores.
Assim não aconteceu e, por esse facto, perderam uma oportunidade de oiro para estarem acima discurso de ocasião.
Transparece, no entanto, tranquilidade em ambas as candidaturas, discurso pela positiva, ainda que, nem um nem outro candidato tenham apresentado propostas de intervenção de fundo.
No entanto – e para os tempos que correm já não é mau – há diferenças entre ambos os candidatos. Diferença de linguagem, diferença de postura, diferença de intervenção, diferença de relacionamento e outras mais que determinam escolhas.
Serão os militantes a validar as propostas, o discurso, a intervenção futura. Nada se consegue sozinho ou em grupo fechado, mas sempre na pluralidade de opiniões e estratégia comum.
Terão assim os eleitos da Comissão Política da Federação de Coimbra, a responsabilidade acrescida de responder perante quem os elegeu, percebendo que a cadeira ou as cadeiras do poder são efémeras. Ou seja, os combates que se avizinham serão determinantes para o futuro dos socialistas e da sua intervenção na sociedade portuguesa e que é preciso estar unido no fundamental.
Assim Coimbra saiba assumir a responsabilidade de ser diferente, transmitir uma imagem de competência e seriedade, e não se vergue ou deixe vergar a interesses. Todos os que participam activamente num acto cívico responsável, têm o direito de questionar os responsáveis sobre todas as propostas ou decisões que venham a ser tomadas.
A região centro precisa de Coimbra e do seu distrito, determinado e competente. Só assim a regionalização poderá figurar na ordem do dia do discurso político.

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