Protesto dos Agricultores à porta dos “Prós e Contras” da RTP

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Perante a demora do Governo em concluir o processo de apoio à recuperação das áreas agrícolas e florestais, alguns produtores fizeram ouvir a sua voz à entrada para o programa da RTP que se realizou no concelho.

Há três razões de base para que, de acordo com os agricultores, o Governo reabra o período de candidaturas a apoios às explorações afetadas pelos fogos de 15 e 16 de outubro.

Quem o diz é João Dinis, da Confederação Nacional de Agricultura (CNA). Primeiro há homens da terra que se candidataram em outubro – antes das alterações feitas pelo Governo em novembro, aumentando o valor da comparticipação para cinco mil euros – mas que não tiveram conhecimento desta mudança e falharam o segundo prazo de candidatura. Não terão recebido as notificações por SMS nesse sentido, pois as telecomunicações ainda não estavam restabelecidas nessa altura. Serão cerca de 300, estima a CNA.

Em segundo lugar, porque houve agricultores que ficaram afetados física ou psicologicamente naquela altura e não tiveram capacidade de reação para elaborarem as candidaturas.

Em terceiro lugar porque “milhares de agricultores dirigiram-se à Zona Agrária ou às juntas de freguesia, onde o Ministério da Agricultura colocou técnicos próprios para preencherem e submeterem as candidaturas ao subsídio de cinco mil euros, mas o apoio concedido veio com cortes de 20 e 30 por cento do total dos cinco mil euros, o que deverá ser engano”, constata João Dinis.

One Comment

  1. Zé da Gândara says:

    É esta a forma como funcionam as coisas em Portugal… Só há um pormenor (pormaior) desconcertante no m eio desta história… Assim que deflagraram os incêndios de 15 de Outubro no âmbito da campanha – punitiva – de pacificação pós-eleitoral, o Célinho dos Afectos calcorreou os locais afectados pelos incêndios, acompanhado dos energúmenos da imprensa sensacionalista que gosta de ver sangue e igualmente acompanhado dos caciques locais, a pugnar por justiça e com o seu patois e manhas já deveras conhecidos… Agora que o Estado já deu a mostrar a sua verdadeira face, o Célinho dos Afectos não fala? Ou será o Célinho dos Afectos o pantomineiro-mor cá da praça?

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