Opinião – Unidades Crédito Floresta

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A ideia irrompe com alguma força na cabeça de uma brasileira – Maria Teresa. Há essa vertente dos créditos de carbono que oferecem café a António Costa e que se caracterizam em modo ridicularizável por valores de pagamento de sustentabilidade para diminuir multas de poluição. Não ganha o produtor, o lavrador, nem o ambiente no final. As UCF acarretam uma ideia reveladora. Vamos raciocinar por factos numeráveis. 1- Ninguém que exista deixa de poluir, pode é faze-lo mais doseadamente. 2- Nenhum bem construído, transacionada em lojas, veio de industrias não poluentes. 3- Não poluir seria um retrocesso civilizacional. 4 – As consequências da evolução foram a “desmatação” (abater as matas e florestas) e a criação de megacidades. 5- Onde ainda há florestas é zona pobre e onde elas não existem há países “desenvolvidos”.

Aqui nasce a epifania de Maria Teresa e a ideia do “Brasil Mata Viva”. Vamos compensar os que tendo terras não podem “desmatar” e desse modo não podem construir industria poluente que dá mais riqueza que terrenos florestais. Criam-se 5 ideias fundamentais. Primeira registar os terrenos de quem os quer colocar nesta plataforma de entendimento. Segundo criar mecanismos de medir valor (majoração) da importância não poluente do espaço registado. Uma floresta é melhor que uma vinha, mas ambas são melhores que uma fábrica de plásticos. Terceiro é o mecanismo fiscalizador para que não se formem vigaristas como os do BES e do BPN. Quarto a construção da transparência e da eficiência do processo. Quinto será a conversão em UCF transacionáveis que pagarão o pousio dos terrenos, ou os projectos sustentáveis nele aplicáveis, ou mesmo a reflorestação por aqueles que poluem e obviamente não o deixarão de fazer pois essa é a condição da existência. Assim chegamos a duas vertentes: o poluidor tem de o fazer menos, lutar por mecanismos menos agressivos, reciclar mais, reutilizar muito mais e todos devemos reduzir os objectos inaceitáveis como cápsulas de café, garrafas de plástico, fraldas que não se degradam, etc. etc. Temos de resistir à ideia do usar e deitar fora que tanto se legisla em saúde no Mundo. Temos de discutir as verdades construídas para benefício sempre dos mesmos. Interessante é que muita esquerda de hoje come estas patranhas sem se questionar. Quem polui tem de sustentar valor nos espaços como os baldios que em si mesmos neste mercado estão desvalorizados ao ridículo. Um dono de terrenos em Pedrogão grande deve poder vender o espaço a 0,8 euros o metro quadrado. Comparem com um T1 em Lisboa. Comparem com dois metros de automóvel. O valor físico dado às coisas está desequilibrado e causa insustentabilidade. A Adelaide Chichorro, o Henrique Pereira da Silva, a Helena Freitas, andam nesta temática há anos. Obrigado a todos.

Criou-se uma extensão chamada Portugal Mata Viva sob a liderança do Dr. José Manuel Almeida que acaba de levar para Paredes de Coura a sede nacional do projecto que Coimbra não percebeu. Apresentado a várias entidades acabou por ter respostas nenhumas ou evasivas soluções e veio de Victor Paulo, Presidente da Câmara Municipal de Paredes de Coura um lugar de desenvolvimento. Três Câmaras do alto Minho e duas juntas de Valença – Verdoejo e S. Pedro da Torre conseguem mais de 25 mil hectares para dar o salto em Portugal. Veio o Governador do Piaui, estado que conflui com o Amazonas onde as USF geram já milhões de dólares em créditos floresta que são também entregues ao lavrador, ao “florestador” e assim é uma ideia incomparavelmente melhor que a dos créditos de carbono que estão a enriquecer alguns privados e empresas holandesas após os acordos de Paris. De novo Coimbra ficou para trás.

 

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