Opinião – Ranking

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Mais uma vez fomos informados através da comunicação social do ranking das nossas escolas públicas e privadas.
Seguramente que nenhuma novidade nos trouxe pois as escolas privadas continuam francamente melhores, surgindo a primeira pública em 28º lugar.
Esta situação deveria levar-nos a pensar seriamente na atitude assumida por este Ministro Brandão Rodrigues que de uma assentada acabou praticamente com os contratos de associação.
Questiono-me se isso veio da inacreditável subserviência a Mário Nogueira, das pressões da esquerda mais radical, leia-se Bloco de Esquerda e PCP, ou se o Partido Socialista também forçou que tal fosse posto em prática.
Sabemos do “ódio visceral” que a esquerda mais radical tem a tudo o que é privado, não conseguindo nunca discernir o porquê de tal situação.
Está mais do que provado que a instrução e a educação são na grande maioria das vezes melhores no privado do que na escola pública.
Está mais do que provado que a escola privada é infinitamente mais barata por aluno do que a escola pública.
Está mais do que provado que a escola privada dedica uma superior atenção na totalidade da educação dos seus alunos, privilegiando a relação essencial ao crescimento harmonioso dos nossos jovens, o que raramente se encontra na pública.
Diga-me então, Sr. Ministro, o que o levou, logo que tomou posse, a acabar com a possibilidade de que muitos alunos sem possibilidades de acesso ao privado, fossem imediatamente excluídos dessa mesma mais valia?
Será que nem por um momento lhe dói a consciência?
Poderá alguém explicar-me como tal foi possível, e o porquê de tal situação?
Acredito que a esquerda “caviar” sonhe com a nacionalização deste País, certos que gostariam de poder a seu belo prazer, influenciar os currículos escolares, obrigando a “retirar os crucifixos” se necessário, para lá colocar os Estalines, os Fidéis, os Maduros, os Putins e outros que tais, que através do controlo completo e absoluto dos países criaram gerações e gerações de infelizes porque lhes roubaram um dos bens mais preciosos que o Homem pode ter, a liberdade, para além de outras inacreditáveis atrocidades.
É essa liberdade que eu evoco no sentido de cada mãe e pai deste País poder escolher para o seu filho o tipo de educação e local onde o prefere fazer, no bem primeiro e último da criança.
Haveria seguramente muitas escolas públicas a fechar, mas também, muita privada, e era tão simples Sr. Ministro. Um simples “cheque-educação” e cada criança seguia o caminho que os pais entendessem ser o ideal.
Já alguma vez se debruçou para saber quantos milhões poupava?
Já alguma vez pensou o quanto está a privilegiar os mais abastados que podem, mediante pagamento do seu bolso, escolher o estabelecimento de ensino dos filhos?
Já alguma vez pensou o quanto retira de liberdade a cada cidadão português que gostaria de poder optar?
Às vezes penso que o seu governo está verdadeiramente refém da esquerda mais radical e isso deixa-me uma sensação de angústia, pois sempre achei, embora separados ideologicamente por uma montanha, que o Partido Socialista é um partido democrata, onde a liberdade é um bem inestimável a ser preservado.
Os nossos colégios estiveram a nível distrital e nacional em grande destaque, com o primeiro lugar distrital a ser ocupado pelo Colégio Rainha Santa Isabel, a que me unem laços de profunda estima pela sua excecional mentora e minha querida Amiga Irmã Maria da Glória, a quem deixo o tributo de uma imensa consideração pela obra que vem realizando em prol de uma verdadeira educação com uma componente letiva e um corpo docente de qualidade acima de qualquer suspeita.
Termino como sempre, com uma palavra de esperança, que seja possível um dia cada um escolher em total liberdade a sua educação e instrução. Era para aí Sr. Ministro que deviamos caminhar…

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