A revolução digital que desafia o futuro das PME Excelência

Posted by

 

“Software is eating the world”. A frase é de Mark Andreessen, fundador da Netscape, que não tem dúvidas: “Amanhã, todas as empresas serão de software”.
A provocação chega de Francisco Almada Lobo, CEO da Critical Manufacturing, que ontem foi o conferencista convidado da cerimónia PME Excelência 2017. “Indústria 4.0 e a Economia Digital para as PME” foi o tema da conferência. O futuro e os desafios para a economia, portanto.
Em Gondomar, perante o ministro da Economia, o gestor falou para cerca de um milhar de empresários de pequenas e médias empresas distinguidas pelo IAPMEI e pelo Turismo de Portugal. Muitos homens e poucas mulheres responsáveis por mais de 156 mil postos de trabalho em todo o país. A maioria deles (32%) é oriunda da indústria, embora os setores do comércio (26%) e o turismo (20%) também estejam bem representados.
Ao todo, em 2016, as 1947 distinguidas como PME Excelência geraram um volume de negócios de 7,7 mil milhões de euros, o que representou um acréscimo de 15% face ao ano anterior. Mas esta performance de crescimento foi mais longe e teve, também, tradução noutros indicadores, como as exportações (mais 20%), os resultados líquidos (mais 30%) e os ativos (mais 12%).
É, então, esta heterogeneidade de empreendedores que Almada Lobo decide provocar. A sua tese tem tanto de simples quanto de radical: a única coisa que as empresas precisam para vencer a revolução digital é estratégia… mas apenas as próprias empresas conseguem definir as suas estratégias.
Segundo o CEO da Critical Manufacturing, toda a economia vai ser digital e circular digitalmente em torno do cliente. Foi a Alemanha que, primeiro, interiorizou e propulsionou no conceito e, hoje, o mundo está apostar forte nesta transformação – em Portugal, por exemplo, o Governo lançou já o programa Economia 4.0.
“A disrupção vai chegar a todos os setores”, advertiu Lobo. Aliás, o presente já reflete esta tendência. Basta lembrar que a Airbnb é a maior firma de arrendamento do planeta e não tem propriedades; a Uber é a maior transportadora e não tem frota; a Netflix é a maior plataforma de conteúdos e não dispõe de qualquer estrutura de TV…

 

Informação completa na edição impressa

Leave a Reply

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *

*

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Fica a saber como são processados os dados dos comentários.