Opinião: A Puta e os seus filhos

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Santana-Maia Leonardo

Não houve um único político ou comentador nacional (leia-se, residente em Lisboa) que, apesar de reconhecerem que o INFARMED e outros institutos semelhantes não deveriam estar localizados em Lisboa, não se insurgisse com a sua transferência para o Porto, preocupados com a perturbação que isso iria implicar na vida dos seus funcionários.
No entanto, não houve um único político ou comentador nacional (leia-se, residentes em Lisboa) que se tivesse preocupado com o destino dos milhares de funcionários que tiveram de deixar as suas residências no interior do país na sequência da reforma do mapa judiciário, do encerramento dos centros de saúde, escolas, dos serviços de finanças, etc., etc..
Este comportamento dos nossos políticos e comentadores nacionais (leia-se, residentes em Lisboa) só pode ter uma leitura: para esta gente, quem vive no interior e no sul do país é a PUTA e os políticos e comentadores nacionais são os seus filhos.

3 Comments

  1. Joana Pimenta says:

    Caro Santana-Maia Leonardo,
    Por maior valor catártico que 'A Puta e os seus filhos' possa ter no assunto em apreço, não temos qualquer dúvida de que 'A Puta e os seus filhos' é completamente distinto de 'cu'.
    Contudo, alguma coisa têm em comum.
    Comum a 'A Puta e os seus filhos' e a 'cu', é a catarse. Por esta – a catarse – poder ser tanto evacuação (eva-cu-ação), no caso da segunda, como purificação, libertação emocional, no caso da primeira.

    Compreendêmo-lo, e muito bem, Sr. Santana-Maia Leonardo. E por experiência própria. Mas não a experiência própria relativa quer a A Puta e os seus filhos, por não conhecermos ninguém digno do epíteto, quer a 'A Puta e os seus filhos', por não fazermos uso frequente do tipo. Já o mesmo não podemos dizer da experiência própria de cu ou de 'cu', pelo facto de, por um lado, e felizmente, possuirmos um cu que sempre ansiamos obre quotidianamente, e por outro, de fazermos amiúdes vezes uso de 'cu'.

    Compreendêmo-lo, Sr. Santana-Maia Leonardo, pesembora a necessidade de lhe pontuar que 'A Puta e os seus filhos':
    1-Possa não salvaguardar a sensibilidade dos que escolheram por profissão, o Sexo.
    2-Possa comprometê-lo a si, Sr. Santana-Maia Leonardo, com uma certa escatologia cristã, pouco abonatória do Feminino, id est, a que aprecia símbolos como a figura da Meretriz da Babilónia, a Grande Prostituta, A Mãe das Prostitutas e das Abominações da Terra (Βαβυλὼν ἡ μεγάλη).
    De escatologia cristã entendemos muito pouco, apesar de preferirmos, e de longe, a Idealista, e em particular, os Cristãos Anarquistas, que precisamente e talvez até muito sabiamente, terão identificado ambos, Estado e Poder político, com a Grande Besta.

  2. Carlos Baptista says:

    Bom dia,

    O Sr. Santana-Maia Leonardo está errado. A maior perturbação que a mudança do Infarmed de Lisboa para o Porto, ou para qualquer outra cidade, vai provocar, não é na vida dos seus funcionários mas sim para os 10 milhões de portugueses que esperam que o Infarmed exerça a actividade para o qual foi criado.
    O que os funcionários afirmam desde o dia 21, é que não estão disponíveis a alterar toda a sua vida, apenas porque alguém teve a ideia triste de tentar compensar o resultado de uma candidatura desastrosa de uma cidade para receber a sede da Agência Europeia do Medicamento. Sim foi desastrosa, basta ver o relatório final publicado no sitio da EMA.
    Se estiver interessado em saber quais as perturbações pode ver as intervenções da Presidente do Infarmed e da Comissão de Trabalhadores perante a Comissão de Saúde da Assembleia da República.

    Carlos Baptista

  3. António Vasquez says:

    O mínimo que se pede a quem imite opiniões e neste caso concreto ao Dr. Santana Maia é que saiba do que opina. Neste caso, se quer falar do Infarmed, no mínimo tem que se inteirar do que é o Infarmed e como funciona. O simples facto de ser advogado não lhe dá crédito nem conhecimento para falar de temas que não conhece. Senão poderemos dizer que os doutores e comentadores regionais (leia-se V. Exa.) não se preocupa em estudar os temas antes de os comentar.
    Só para concluir e o ajudar na sua aprendizagem, o problema da deslocalização do Infarmed para o Porto não é a perturbação na vida dos seus funcionários, é o impacto gravoso na atividade e as suas consequências para a saúde pública em Portugal. Estes riscos são públicos e pode pesquisar se estiver interessado.
    Muito obrigado.
    Um seu filho.

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