Luís Antunes desafia Pedro Coimbra na Distrital do PS

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As eleições para a Federação Distrital de Coimbra do Partido Socialista vão realizar-se em março e, para já, contam com dois candidatos: Luís Antunes, autarca da Lousã, e Pedro Coimbra, deputado, que se recandidata para um terceiro mandato.

O cenário de confronto eleitoral foi traçado esta terça-feira, à noite, na reunião da Comissão Política de Federação, que decorreu num hotel de Coimbra. Segundo apurou o Diário As Beiras, para além dos dois candidatos já assumidos, um terceiro militante socialista – Victor Baptista – anunciou estar a ponderar concorrer à liderança distrital.

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Uma fonte do PS disse ao Diário As Beiras que o primeiro a avançar foi Luís Antunes, naquela que foi uma das intervenções de abertura da reunião partidária. Já Pedro Coimbra guardou o anúncio da recandidatura para o fim da sessão.

Luís Antunes é apoiante de primeira hora de António Costa e, ao nível distrital, esteve ao lado de Mário Ruivo nos combates eleitorais que o advogado travou com Victor Baptista, primeiro, e com o próprio Pedro Coimbra, depois. Os seus apoios, para além da Lousã, deverão chegar sobretudo das concelhias do alto do distrito (Arganil, Oliveira do Hospital e Tábua) e também da Figueira da Foz.

Por seu turno, Pedro Coimbra é líder distrital do PS desde 2012, ano em que derrotou Ruivo. Dois anos mais tarde recandidatou-se e, após a desistência de António Manuel Arnaut, não teve adversários. Apoiante firme de António José Seguro, na pugna com António Costa, tem vindo a aproximar-se, institucionalmente, da maioria interna – como o demonstra a organização, em Coimbra, das Jornadas Parlamentares do partido, no início desta semana.

Com Pedro Coimbra estão as concelhias de Condeixa, Penacova e Soure (embora, aqui, a outrora prevalência de João Gouveia tenha, agora, de contar com o distanciamento do autarca Mário Jorge Nunes).

No concelho de Coimbra, é habitual a divisão de votos. Mas o recente sufrágio para a Concelhia revelou uma clara afirmação de uma liderança – a de Carlos Cidade – que não apoia o atual presidente da Federação.

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