Governo e autarquias de mãos dadas na revitalização do Pinhal Interior

A missão não se afigura nada fácil. É, porventura, uma das reformas mais complexas nas últimas décadas de democracia, empurrada “com a barriga” pelos mais diversos governos, de todas as cores políticas.
Ora, se 2017 trouxe um dos maiores dramas de que há memória no território nacional, reforçou, necessariamente, a urgência de repensar as florestas e os meios rurais. A desertificação do interior é o principal ponto do “diagnóstico” feito pelo Governo, que pretende criar uma floresta “mais resiliente” e sustentável, onde exista atividade económica que a “proteja”. Neste sentido, e existindo a consciência de que não há tempo a perder neste campo, o Governo lançou o Programa de Revitalização do Pinhal Interior, em articulação com os concelhos de Góis, Pedrógão Grande, Castanheira de Pera, Figueiró dos Vinhos, Penela, Pampilhosa da Serra, e Sertã. O plano já está a ser implementado e prolonga-se até 2022, procurando concretizar uma “transformação estrutural dos territórios” ao nível da floresta nos municípios da região Centro afetados pelos incêndios.
Ontem, a Biblioteca Municipal de Góis acolheu a primeira reunião do programa. Definir prioridades estratégicas e metodologias na execução do plano foram os objetivos do encontro, onde os autarcas da região – Lousã, Pedrógão Grande, Poiares e Penela foram alguns dos municípios que se fizeram representar pelos respetivos presidentes – realizaram o primeiro contacto com os responsáveis da Administração Central que serão envolvidos no processo.
Cada ministério nomeou um coordenador operacional que deverá acompanhar “de perto” a execução do plano e ser o “interlocutor” entre o Governo e o poder local.

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