Governo volta com palavra atrás e adia reforço orçamental para a UC

Aumentos no salário mínimo, no subsídio de refeição e nos vencimentos após agregação. A reforma legislativa do Governo de António Costa subiu os rendimentos dos funcionários públicos levando a que, necessariamente, os orçamentos das universidades fossem aumentados.
De forma a dar conta destes aumentos, o Governo acordou um reforço orçamental de 600 mil euros para a Universidade de Coimbra (UC).
Ora, a verba, que deveria ter chegado aos cofres da instituição no início deste ano, ainda não “aterrou” no seu destino, obrigando a UC a recorrer às suas receitas extraordinárias de forma a dar resposta às opções ideológicas do atual Governo.
Entretanto, o reforço, garantiu ontem João Gabriel Silva, foi adiado pela administração central para 2018 – ano em que coloca o mesmo “problema”. Para além do adiamento, o Governo manifestou junto da Reitoria da UC a intenção de reavaliar o montante destinado para este efeito.
Considerando todas as universidades do país, este compromisso assumido há um ano representaria um investimento de cinco milhões de euros no ensino superior.
“Infelizmente, o Governo não está a cumprir o contrato que estava previsto, em virtude destes aumentos, uma decisão que considero pesada. Para além disso, ainda nos comunicaram que o valor – 600 mil euros – vai ser reapreciado”, explicou o reitor da UC, à margem da tomada de posse do novo coordenador da Iniciativa Energia para a Sustentabilidade da universidade.

Receitas extraordinárias “salvam” finanças da UC
João Gabriel Silva adiantou, também, que este “esforço orçamental” tem sido possível graças às receitas extraordinárias que resultam do turismo, dos estudantes estrangeiros e dos projetos de investigação.

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