Opinião: Virar as páginas

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Isabel Maranha Cardoso

 

 

Faz dois anos, a 26 deste mês, que foi dada posse ao XXI Governo da era democrática. António Costa prometeu “virar a página da austeridade”. Num equilíbrio entre o desejável e o possível, lentamente o País tem vindo a recuperar dos quatro anos de asfixia que abalaram a economia pública e privada do País, penhoraram o progresso e o rendimento das famílias a favor da reposição cega do equilíbrio das finanças publicas. A correção dos desequilíbrios tinha que ser feita, mas o caminho escolhido foi duro e penalizador para as famílias, as empresas e o próprio Estado. Dúvida não há que este Governo e os partidos que o apoiam, tem tentado inverter esse caminho…

A António Costa todos certamente lhe reconhecem, para além de muitos outros atributos e qualidades, uma capacidade inapta de conciliação interpares e interpartes, a invulgar determinação em obter acordos, a capacidade de negociação política, e uma férrea determinação em governar.

Todavia começam a emergir as frustrações dos anos de penúria, dos cortes e congelamentos das carreiras profissionais e da falta de dignificação destas. Mas já que a necessidade aguça o engenho, Costa tem que mostrar mais uma vez essas capacidades, dialogando com classes profissionais e sindicatos. Dois anos depois este é um novo tempo e um novo desafio, folheadas as páginas da austeridade é preciso agora ir mais além, é preciso virar a página para a prosperidade!

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