Opinião: Pedro Coimbra – o seu a seu dono

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Luís Santarino

Penso que estaremos agora mais lúcidos, ainda mais, para discorrer sobre as eleições autárquicas. Mais agora, quando a maior parte dos elencos da governação das vilas, cidades e freguesias estão completos.

Longe de mim querer, ou mesmo desejar, opinar sobre as metodologias a adoptar para o futuro do distrito de Coimbra, que poderá ser no futuro próximo o motor da regionalização. Deveremos ser todos a opinar sobre aquilo que determinará o nosso futuro coletivo. Deixar isso às “corporações” já se percebeu que dará asneira!

Não valerá a pena que os municípios se digladiem, que usem métodos pouco ortodoxos para a sua afirmação, ou mesmo, que promovam a divisão para fazer parte do problema e não da solução.

Penso que já todos perceberam que, se estivermos divididos – cidadãos – mais prejudicados seremos no futuro.

Os políticos deverão ter um papel agregador. “Isso é que é falar”, dirão. Mas a prática não tem sido esta.

Convém também, já que estamos a falar de autarquias, perceber que o discurso político deve ser coerente e recorrente.
Será um enorme disparate dizer que nalguns concelhos funcionou o “efeito Costa” e noutros não.

Valerá a pena dizer que alguns trabalharam muito bem, outros razoavelmente e outros muito mal. Aos que perderam não lhe podem ser assacadas responsabilidades porque é comum dizer-se e com toda a razão que, não existirá nunca nenhum efeito para que vençam. Aliás, os que perderam, pouco ou nada poderiam “fazer” para ganhar, tendo disputado com grande afinco a “luta” por ideias e projectos.

Isto é transversal a todos os partidos políticos e coligações, pois que, apesar das derrotas todos ficaram com a consciência do dever cumprido.

A não ser os que dizem que venceram, mas não conseguirão governar de acordo com as suas promessas eleitorais, porque na realidade perderam! Perderam até uma boa oportunidade de vencerem… e folgados, ficando apenas com ganhos relativos.

Demagogia a funcionar!

Mas há políticos que venceram no distrito e que é importante realçar a sua capacidade de trabalho e dedicação, ainda que não isentos de culpas ou omissões. Só erra quem não faz e, ser criticado por marginais, só enobrece o seu trabalho.

Este é o caso do Presidente da Federação de Coimbra do Partido Socialista que, embora com os tais erros e omissões, desenvolveu o seu trabalho em função de todos os dados disponíveis. É que dados disponíveis são mesmo isso, não são certezas, porque em política não existem certezas absolutas.

Eu percebo o quão difícil é satisfazer toda a gente, “conseguir meter o Rossio na Rua da Betesga” é impossível, e por isso, normalmente os “más línguas” são os que não conseguiram uma qualquer colocação em qualquer lado. O quê, não importaria.

O que era preciso… era entrar!

Gerir politicamente um distrito não é tarefa fácil. É muito complicado até, porque para muitos, os interesses pessoais são mais importantes do que o coletivo.

Por isso mesmo, alguns concelhos são geridos como coutadas em que o favor ou favorzito pessoal, ou mesmo a promessa feita na hora – como a empresa na hora – têm um efeito devastador sobre o modo como deve ser estruturada uma política concelhia.

Eu sei que a sua luta e o seu desígnio foi e será também preparar o futuro; foi por isso mesmo um enorme vencedor.

A sua responsabilidade agora será maior, muito maior, porque deverá ter a força e a capacidade necessária – diria mesmo capacidades – para ser o cidadão que deverá fazer a síntese do pensamento distrital como motor decisivo da preparação da regionalização.

Sabemos o quão nos “querem mal”. Mas também deveremos saber e perceber que, o Distrito de Coimbra só poderá ser líder da região, se encontrar no seu seio quem seja capaz de arregaçar as mangas e seja suficientemente agregador da vontade comum.

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