Opinião: Conselhos concelhios

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Gonçalo Capitão

Prestes a eleger uma nova comissão política concelhia, o PSD de Coimbra enfrenta uma curiosa escolha entre dois militantes com inquestionáveis provas de dedicação e ambos ligados à área da saúde.
Começando por dizer que tenho por Moisés Rocha estima e amizade, vendo nele muitas qualidades, e que não participarei, como não participo há mais de sete anos, em qualquer actividade política ou partidária, considero um imperativo de consciência voltar ao tema em abono de um “compagnon de route” que muito admiro: Nuno Freitas.
Entrei para a JSD pela mão do Nuno, lá para os idos de 87, se bem lembro, depois de ter integrado listas da Juventude Centrista, na qual nunca me filiei, precisamente pelo meu desejo de abraçar a causa laranja.
Juntos criámos e gerimos projectos que pareciam loucos, com particular destaque para uma candidatura à comissão política distrital, em 1992, que parecia de sucesso impossível, e que encabecei depois de horas fechados num Lancia Y10 com os amigos Manuel Gouveia e Abel Ferreira (de saudosa memória).
Seguia uma aventura que teria episódios hilariantes como a criação pouco depois da SAI (Santa Aliança das Inerências) com os Trabalhadores Sociais-Democratas (do também saudoso e querido Zé Beto ou José Alberto Pereira Coelho) e dos HSD (Hooligans Sociais-Democratas), em 1995, servindo a primeira para defender posições comuns na distrital do PSD e a segunda para pura diversão numa campanha eleitoral em que fui candidato a deputado, sempre com apoio do Nuno Freitas.
Veio depois a divergência… Ainda hoje defendo que a mesma foi mais causada pela ganância de alguns actores secundários do que por discordâncias insanáveis entre nós. Um ou dois desses sujeitos com lacunas na auto-estima continuam, ainda hoje e com tudo resolvido há anos, a usar linguagem de “uns e outros” típica dessa “guerra fria”, quem sabe se por medo de perderem palco com uma união.
Pois fica dito que da minha parte não voltarei a aborrecer-me com um amigo por questões por questões políticas. Antes pelo contrário e pela positiva. É com documentado gosto que torço veementemente para que o Nuno Freitas seja o próximo presidente da concelhia de Coimbra do PSD, não apenas por estas e outras memórias, mas também pela certeza de que o seu superior nível intelectual, a sua capacidade de agir, a sua indomável criatividade, o seu empenho cívico e o seu amor a Coimbra nos trarão ainda melhores memórias futuras.

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