Capoulas Santos estranhou manifestação de agricultores e produtores

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O ministro da Agricultura disse hoje ter estranhado a manifestação feita na terça-feira, em Coimbra, por dezenas de agricultores e produtores florestais afetados pelos incêndios de outubro contra as “insuficientes” medidas de apoio anunciadas pelo Governo.

Convocado pela Associação Distrital de Agricultores de Coimbra (ADACO), com o apoio da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e do Movimento de Apoio às Vítimas dos Incêndios de Midões (MAAVIM), o protesto incluiu a entrega de um caderno de reivindicações, através do qual reclamam o aumento das ajudas simplificadas de 5.000 para 10.000 euros.

Em declarações aos jornalistas em Covelinhos, no concelho de Oliveira de Frades, Viseu, Capoulas Santos explicou que “as ajudas acima de cinco mil euros e que vão até aos 400 mil obedecem a toda a regulamentação comunitária, que é igual para todos os Estados membros da União Europeia”.

“É uma ajuda que nos é dada cumpridos requisitos, que não são assim tão difíceis”, afirmou, referindo que há que “indicar o agricultor, se o agricultor tem cabeças de gado tem de indicar o número de identificação de cada um dos animais que foram perdidos, tem de identificar as máquinas, os equipamentos”.

O governante considerou que, para indemnizações mais elevadas, “não pode chegar alguém ao balcão e receber um envelope, tem naturalmente de cumprir um conjunto de requisitos”.

“Introduzimos um sistema muito simplificado para as candidaturas até aos cinco mil euros que são pagas a 100% e que serão a esmagadora maioria. Agora, as candidaturas que vão até aos 200/300/400 mil, certamente não serão muitas dezenas de candidaturas, mas atingirão montantes muitíssimo mais elevados”, frisou.

Capoulas Santos disse que o Governo está apenas a seguir a regulamentação comunitária que está em vigor.

“Podemos gostar ou não gostar dela, agora, não temos qualquer possibilidade de a alterar e não a respeitar significa perder os apoios. Portanto, causou-me alguma estranheza essa manifestação, porque os dirigentes associativos agrícolas sabem isso tão bem quanto eu”, afirmou.

Caso as suas reivindicações não sejam aceites, agricultores e produtores florestais prometem mobilizar o povo em ações de protesto de maior dimensão “onde for preciso”.

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