Queimadas proibidas e reforço de meios tentam evitar mais incêndios

O primeiro-ministro visitou ontem a plataforma logística de apoio aos agricultores, instalada em Vila Nova de Poiares, onde sublinhou que “é absolutamente proibido fazer qualquer tipo de queimada nesta época”. António Costa revelou ainda que, durante este fim de semana, de elevado risco devido às altas temperaturas, os meios de combate e prevenção estão reforçados.
“As pessoas estão habituadas a que esta seja uma época de queimadas mas o clima não está como habitual”, avisou o chefe do Executivo, afirmando que “todos nós podemos colaborar ativamente para que não haja incêndios, evitando comportamentos de risco”.
“Duplicámos os meios aéreos disponíveis, temos um grande reforço do dispositivo com cerca de quatro mil bombeiros mobilizados, mas sobretudo com um gande reforço do patrulhamento quer por parte da GNR, quer por parte da PSP e das Forças Armadas” que, adiantou, “já têm no terreno 88 patrulhas, não só com elementos do Exército, da Marinha e da Força Aérea.

600 mil cabeças de gado para alimentar
António Costa conheceu a base logística, situada na Zona Industrial de Vila Nova de Poiares, na companhia do ministro da Agricultura, Capoulas Santos, e do ministro da Defesa, Azeredo Lopes.
“Em todo o conjunto destas áreas ardidas temos estimado que 600 mil cabeças de gado carecem de alimentação”, referiu o responsável, salientando a estratégia de “colaboração com as Forças Armadas, em cooperação com a Indústria e o ministério da Agricultura, para fazer chegar rações e palha aos diferentes municípios.

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