Machado e eleitorado urbano: novo divórcio

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FOTO DB/LUÍS CARREGÃ

O PS voltou a perder o “eleitorado urbano”, em Coimbra. O que quer isto dizer?

Do ponto de vista do cidadão mundivivente, esclarecido e exigente, que habita o “miolo urbano”, há uma leitura possível para este fenómeno político: a intervenção da Câmara Municipal no espaço e nas vivências urbanas é genericamente provinciana – parola, mesmo; a estratégia cultural do município é refém do voluntarismo e do casuísmo – quando não do amiguismo puro e simples; a dimensão intelectual e humana dos edis é genericamente inconsistente.

Neste registo estruturado, o “eleitorado urbano” – munícipes de Celas, da Solum e de inserções urbanísticas afins –, não tem dúvidas: a existência da Câmara Municipal é uma maçada que não pode dispensar-se; e este anacronismo é ainda mais incompreensível quando a urbe dispõe de uma ampla e rica plêiade de iluminados cérebros. Gente que prolifera nas múltiplas instituições de ensino e também na elevada diferenciação dos serviços e das profissões de topo. Gente, enfim, a quem o Município teima em não recorrer, vá lá saber-se porquê.

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