“Sinto que a Feira do Ano começa a ter expressão regional”

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Feira do Ano é um ponto de encontro de convívio em ambiente festivo para os montemorenses?

Sim. A Feira do Ano é o ponto de encontro das famílias, dos amigos, dos que estão cá e dos que estão fora. É com prazer enorme que os vejo na feira, que voltou a ter pujança e o brilho de outrora. É uma feira da família e dos amigos, um convívio em espírito saudável.

O evento já tem dimensão regional?

Não é fácil afirmar um conceito como este. É um conceito que está a afirmar-se. Aquilo que sinto é que começa a ter expressão regional. A Feira do Ano está a ser cada vez mais procurada por expositores de outras regiões. A segunda nota importante é aquilo que eles nos dizem: em eventos fortes da região, as pessoas têm muitos motivos para se distraírem, e, neste, estão mais focalizados nos stands. Há muita gente do Pinhal Interior Norte que vem a esta feira. Portanto, só o tempo dirá se conquistou o estatuto de feira regional. A feira de alfaias agrícolas, em alternância com a uma feira do género que se realiza no Ribatejo, de dois em dois anos, traz a Montemor-o-Velho, nesse dia, todos os agricultores da região e de outras zonas do país, para verem as últimas novidades tecnológicas. Sendo Montemor-o-Velho um concelho agrícola, temos de conquistar este público.

Este ano, o orçamento da Feira do Ano foi aumentado em 30 mil euros. É uma coincidência o facto de estarmos a um mês das eleições autárquicas?

É uma pergunta pertinente. Não foi por isso. As festas de Montemor-o-Velho já custaram muito mais, já custaram 700 mil euros. Temos feito um grande esforço de contenção financeira. Não são 30 mil euros que fazem a diferença. Quase metade desse valor é para proteger a pista de tartan e melhorar a zona dos bares. Portanto, o aumento não é para ganhar votos, é para melhorar a qualidade. Também temos mais stands e há um melhoramento dos espaços, a pedido dos participantes na feira. Por exemplo, ampliámos o espaço das cozinhas e da zona de petiscos. As petisqueiras foram criadas este ano, porque nem todas as coletividades do concelho tinham capacidade para explorar uma tasquinha tradicional com as regras fitossanitárias muito rigorosas que existem. Por outro lado, aumentámos o número de casas de banho.

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One Comment

  1. Zé da Gândara says:

    Diz quem visita que percebe nesta edição da feira um flop (resta saber se não será um flop tecnológico 🙂 )

    Havia há uns tempos atrás alguém que dizia querer transformar o concelho num concelho tecnológico… Pelos vistos, a ideologia e o populismo de frases sonantes feitas já por outros e repetidas até à exaustão noutros domínios já embateram com a realidade e por via disso, já se reconhece a natureza agrícola do concelho 🙂 Um dia destes, pelo andar da carruagem até já se vai reconhecer a nulidade em termos económicos do concelho 🙂

    Vejamos ainda é se não há quem venha a ter uma recaída do Síndrome de Napoleão e que por via disso, se imite o querido líder Cantanhedense e se comece com referências a putativas internacionalizações do certame 🙂 Já seria apenas e só copir alguém que pelos vistos, vê as coisas em grande, apesar de ser a única pessoa quiçá a ver as coisas dessa forma, como o indivíduo que circula em contra-mão na auto-estrada e julga que os demais automobilistas que lhe apitam quando se cruzam com ele é que são loucos 🙂

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