Opinião: Chapeladas

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Daniel Santos

 

 

A “chapelada”, muito usada no tempo da “antiga senhora”, servia para atribuir falsas votações nos candidatos do partido único de então e consistia em colocar nas urnas uma quantidade de votos que lá não tinham entrado.

Dava jeito para consumo interno e, provavelmente, para dar a ideia para o exterior que o povo português votava! O tempo passou, o regime mudou e a “chapelada” foi paulatinamente regressando mas agora de forma mais sofisticada, diria mesmo com verdadeiros requintes de organização.

Vem esta introdução a propósito de uma reportagem vista no final do mês passado sobre as eleições internas do PSD Lisboa, transmitida pela televisão, onde se assistiu ao transporte massivo de militantes, controlado pelo cacique local. Nada que seja desconhecido noutros partidos e, provavelmente, em todo o país, nem que não tenha outras variantes que, também fizeram história cá pela burgo.

Muitos se lembram das cadeiras que voavam em reuniões ou das portas e janelas da sede do partidas pregadas para prevenir, inibir e desencorajar quem se oponha ao cacique. Tudo isto com eleições à vista, está claro! Metodologias com resultados inegáveis com a utilização de “operacionais” disponíveis a troco de pequenas recompensas. Sim porque os maiores beneficiários, que falam grosso do alto das suas boas situações, conquistadas em carreiras proporcionadas pelos partidos do poder, eram apenas os mandantes “por detrás do arbusto”.

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