Opinião: A primeira questão

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Teotónio Cavaco

 

 

Atualmente, 80% da população europeia vive em zonas urbanas, mas os níveis “imprescindíveis” de consumo dos países industrializados não podem ser alcançados “por todos os povos que hoje vivem na Terra, e, muito menos, pelas gerações futuras, sem destruição do capital natural” (Carta de Aalborg), pelo que a vida humana sustentável na Terra não pode existir sem comunidades locais também elas sustentáveis.

O conceito de sustentabilidade fundamenta-se nas características de um processo/sistema que garante a sua permanência por um determinado prazo, mas cada vez mais é utilizado relativamente à máxima de que o uso dos recursos naturais para a satisfação de necessidades presentes não pode comprometer a possibilidade de satisfação das necessidades das gerações futuras (obrigação de o ser humano interagir com o mundo).

Devendo a sustentabilidade ser um processo criativo, local, equilibrado e alargado a todos (administração local e cidadãos), urge fazer escolhas refletidas, tendo em conta o paradigma de uma economia mais “verde”, “circular”, a qual assegure o desenvolvimento económico, a melhoria das condições de vida e de emprego, mas também a regeneração do tal capital natural, ou seja, reduzirmos, reutilizarmos, recuperarmos, reciclarmos materiais e energia.

“O que fez efetivamente pela sustentabilidade do território que administra?” – julgo que esta é a primeira questão a colocar a cada um dos recandidatos (Câmara e Juntas de Freguesia) às próximas eleições.

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