Pedrógão Grande: Administração de Saúde do Centro assegura reforço de psicólogos

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José Tereso

A Administração Regional de Saúde do Centro (ARSC) reforçou o número de psicólogos na zona afetada pelo incêndio que começou em Pedrógão Grande no dia 17 e que provocou 64 mortos, estando agora mais quatro destes profissionais no terreno.

Dois psicólogos reforçaram hoje o conjunto de três que já estavam a trabalhar nas localidades afetadas em equipas multidisciplinares, sendo que, na quarta-feira, vão para o terreno mais dois provenientes de unidades da Lousã e do Baixo Mondego, disse à agência Lusa o presidente da ARSC, José Tereso.

Para além destes sete psicólogos, há ainda três da Marinha que também estão a trabalhar na zona afetada pelo incêndio que deflagrou em Pedrógão Grande, distrito de Leiria, no dia 17, acrescentou, sublinhando que outros três psicólogos do Exército “estão em prontidão para atuar, caso seja necessário”.

José Tereso desvalorizou as declarações do presidente da Câmara de Pedrógão Grande, Valdemar Alves, que alertou para a falta de psicólogos, frisando que “o reforço já estava programado”, e que a ARSC está em contacto com a autarquia e que não lhe foi transmitida essa informação.

“Vamos ter vários níveis de intervenção. Conforme o diagnóstico do dia-a-dia” e das necessidades sentidas, “assim vamos aumentando”, vincou o presidente da ARSC, referindo que não pode haver precipitações no reforço de psicólogos no terreno, para que não haja “uma sobrecarga” de técnicos nas povoações afetadas.

Hoje, o gabinete de crise da Administração Regional de Saúde está a realizar uma visita aos concelhos fustigados pelo incêndio.

“Temos colaboração direta com a CCDRC [Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro] e com os presidentes de Câmara, que definem as necessidades”, contou José Tereso, que falava à agência Lusa à margem de uma visita a uma das equipas multidisciplinares, que estava em Nodeirinho, uma aldeia de Pedrógão Grande onde morreram 11 pessoas, na sequência do incêndio.

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