Opinião: O Palhinhas

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Daniel Santos

Agarrem-nos senão vamo-nos a eles! Esta parece ser a mensagem que surge periodicamente cá pelo burgo. Mais precisamente de quatro em quatro anos, por ocasião do período que antecede o surgimento das candidaturas às autárquicas, deixando no ar a ideia que pode aparecer algo de diferente, alguém que personifique as soluções que se procuram mas que ninguém conhece.

É assim uma espécie de sebastianismo concentrado no fugaz momento em que o que mais se procura é adivinhar que candidatos, que fragilidades ou que vãs promessas eles vão trazer para as parangonas dos outdoors, em lugar de procurar definir objetivos e traçar caminhos.

E eis que surgem de novo as mesmas minudências ou ideias repetidas à exaustão, já gastas de outras tantas campanhas passadas. Ou então é o célebre aeroporto, o famigerado projeto do golfe, a recuperação do areal da praia, a rearborização da Serra, o lamento da péssima reforma administrativa, que (afinal) ninguém recupera ou ainda a caduca ideia do revivalismo de uma passado que passou, que não volta mais!

Ele é afinal o repositório das queixas já percebidas desde que Baldaque da Silva, Silva Fonseca ou Faria da Costa fundamentaram os seus planos de território para a Figueira. Já lá vão cem anos! Acabado o período da agitação será a modorra da crítica tal como antes e antes de antes. É assim uma espécie de “Palhinhas”.

Só que este aparecia todos os anos apenas nos meses de verão.

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