Gay impedido de ser padrinho de crisma em Mira

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Miguel Alcaide acusa a Igreja de homofobia e vai apresentar queixa. Padre da paróquia de Mira diz que houve falta de diálogo.

Miguel Alcaide, 45 anos, preparava-se para ser padrinho de crisma, no sábado, na Igreja da Praia de Mira, mas na sexta-feira, ao fim do dia, foi informado que, por ser homossexual casado pelo civil, não reunia condições. Agora acusa a Igreja de “discriminação e homofobia” e vai apresentar queixa no Ministério Público.

“Fiquei indignado, chocado e revoltado”, diz o homem, funcionário nos serviços de Proteção Civil da Câmara Municipal de Mira há uma década. “Não podemos ficar calados. Temos que começar a dizer basta. Há outras pessoas a quem isto acontece”, afirma.

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21 Comments

  1. Concordo, apoio e defendo a postura do Sr. Miguel. A sua atitude, em nada, contraria os requisitos para ser padrinho de batismo. Se assim fosse, quantos padrinhos teriam de o deixar de ser por serem homossexuais? Muitos, garanto-vos eu. Sou ex-padre, conheço muito bem as normas da Igreja e nada impede o baptismo. Trata-se, sim, de uma postura homofóbica do pároco de Mira (Pe. Jerónimo), que conheço bem, pois foi meu professor. Esse, mesmo que viesse o Santo Padre falar com ele e tentar convencê-lo, jamais aceitaria um homossexual nem como padrinho, nem como nada. Não gosta de gay's e ponto final. Força Sr. Miguel!

    • Zé da Gândara says:

      Ouça lá, mas esse Sr. assalariado da ICAR de nome Jerónimo é algum semi-deus? Será porventura dono da ICAR e ninguém sabe? 🙂 Cá para mim, se lhe fosse ministrada a receita que foi em tempos ministrada ao senhor assalariado da ICAR com domicílio profissional na Tocha de nome Amândio (por ocasião de uma brincadeirinha desse senhor aquando do funeral de um cidadão natural das Cochadas), esse senhor entrava nos eixos… Faltará certamente por aí é quem os tenha no sítio…

    • Jose Rodrigues says:

      Caro Carlos.
      Com o devido respeito pela sua opinião, permita-me dizer-lhe que ela não é de todo correcta, por falsear e deturpar o que diz respeito ao assunto em questão.
      «É muito estranho o seu comentário sendo como diz um ex-padre…!!»

      O que aqui está em causa não é o Baptismo, mas sim o ser padrinho.

      A Igreja Católica não impede ninguem de ser padrinho de Baptismo, ou Crisma, pela sua orientação sexual, desde que a sua situação não vá contra a lei canônica, como sucede com qualquer pessoa.

      O que pode impedir o ser padrinho,
      A condição civil, estar a viver em união de facto seja gay ou hetero.

      neste caso concreto do sr Miguel, é o facto de estar civilmente a viver em união de facto, fica impedido de ser padrinho, (independentemente de ser uma união gay ou hetero)

      Se o sr Miguel mesmo sendo gay, mas não estivesse nessa situação, não seria impedido.

      Assim sendo, é uma enorme injustiça estar a acusar o Padre de Mira,…!!!
      Não está a discriminar ninguem e muito menos a ter atitude homofobica.

      (o sr Carlos sendo um ex-Padre, tem a obrigação de saber, pelo que quero acreditar que o seu comentário seja por distracção ou lapsos de memória, e não por MÁ FÉ)

      • Zoroastro says:

        MÁ FÉ tem a ICAR, que discrimina pessoas pela suas comezinhas contingências humanas (casado vs. união de facto; homem vs. mulher, etc.) e esquece o mais importante que é a FÉ. O seu comentário é revelador da sua facciosidade, do seu seguidismo cego e da sua incapacidade verdadeiramente desconcertante de exercitar os miolos que DEUS lhe deu e de questionar a cartilha que lhe injectaram nos neurónios, quando era ainda imberbe!
        A ICAR procede com as discriminações de GÉNERO, no que toca à MULHER, fazendo-a passar por seres humanos menores e considerando-as incapazes de ministrar o sacerdócio. Então e os TRANSGÉNERO?! Considerados umas verdadeiras aberrações e sem qualquer possibiliadde de encaixe categorial, para a sua dilecta ICAR! Vá ler o que sucede com o ORNITORRINCO! UM VERDADEIRO DESAFIO CATEGORIAL, OS TRANSGÉNERO! TAL E QUALINHO COMO O ORNITORRINCO! Nunca leu Umberto Eco?! Vá ler! E veja se a ICAR resolveria satisfatoriamente, no que toca a representação do conhecimento, coisas como o Ornithorhynchus anatinus! O que a ICAR faz de melhor É DISCRIMINAR! A ICAR discrimina quem dá mais importância à FÉ do que a rituais que estão à altura de qualquer manifestação de religiosidade, seja pagã, ou não. Nunca ouviu falar de sincretismo religioso?! Pensa que os rituais religiosos são coisas que resultam da clarividência humana, só ocorrente numa religião, de entre tantas e tantas que há?! Vá mas é estudar ANTROPOLOGIA DAS RELIGIÕES, a ver se aprende mais alguma coisinha e se exercita essa sua cabecinha atávica! Matar touros é que não! E borregos, também não! Touros no mitraismo. Borregos no cristianismo. VÁ ESTUDAR, homem!

    • António Gandarês says:

      Carlos há muitos…ó seu palerma. Pode ter sido padre ou dizer que o foi, mas mostra que não está por dentro da Igreja…O pároco da Praia de Mira não é o mesmo pároco da freguesia de Mira…por isso não "atire pedras" ao Padre Jerónimo, porque não tem nem teve qualquer interferência neste caso… como sabe que não gosta de gay´s ? o senhor gosta ? – Pois olhe que eu não gosto…porque analisando as "figuras" da "junta" nem um nem outro não me parecem ter tendências homossexuais…a não ser que usem esse "rótulo" como meio de sobrevivência. Respeito, isso sim, aquelas pessoas que nasceram com um corpo diferente da personalidade que apresentam e que têm muita dificuldade em se integrarem na sociedade…esses sim merecem ser ajudados a que se definam sexualmente…e se enquadrem na sociedade como homens ou mulheres…

      • Zoroastro says:

        Mais um Hetero-Bully. E eu não gosto de bullies, como o senhor. Hetero-bully, sabe o que é? Têm umas protuberâncias no topo da pinha! Como aquelas que o Sr. ostenta. A marca da sua inteligência. Da sua racionalidade.
        Hetero-bully. Aquilo que define a sua essência.

      • Maria Lucia de Sousa says:

        Os padres também têm desejo sexual. Só que reprimem. E tanto pode ser heterossexual, como homossexual.
        Recalcam o que é próprio do ser humano. E depois, às vezes, observam-se consequências nefastas disso, o que depois a ICAR se encarrega de abafar.

      • Ars Amatoria says:

        Quanto ao que o Sr. Carlos escreve é caso para dizer: opus artificem probat. E que grande artista se nos revela o Sr. Carlos na arte de escrever…
        É feio chamar nomes às pessoas, Sr. Carlos. Sobretudo, palerma. Já parvo, escapa. Porque pode estar a designar, para além de um insignificante – parvŭlu – também, uma pessoa pequena.
        É uma virtude saber vivere parvo, coisa que a ICAR não pratica lá muito.
        E é interessante observar como um pequeno artigo ocasiona tão grande celeuma. É caso para dizer:
        parva scintilla excitavit magnum incendium.
        Ao senhor mal-educado, António Gandarês, eu digo: fatuus fatuum invenit. E não é de certeza o Sr. Carlos, que parece uma pessoa adequada e conciliadora.
        E sabe que mais lhe digo?
        Tenha mas é juízo e pax vobiscum!

        • Nas primeiras três ocorrências de nome, no seu comentário, o Sr. queria escrever Sr. António, e não Sr. Carlos, Mas percebeu-se.
          O latim é que não, caneco!

      • Ars Amatoria says:

        O meu pedido de desculpas ao Sr. Carlos pelo lapso no comentário que submeti ontem ao escrutínio do painel do fórum do Diário As Beiras.
        O comentário era dirigido ao Sr. António Gandarês e sucedeu um lapso no nome e na referência. Isto assumindo que os nomes Carlos e António Gandarês não têm a mesma referência, o que no mundo da virtualidade, nunca se sabe…
        Segue o comentário com as correcções:

        Quanto ao que o Sr. António Gandarês escreve é caso para dizer: opus artificem probat. E que grande artista se nos revela o Sr. António na arte de escrever…
        É feio chamar nomes às pessoas, Sr. António. Sobretudo, palerma. Já parvo, escapa. Porque pode estar a designar, para além de um insignificante – parvŭlu – também, uma pessoa pequena.
        É uma virtude saber vivere parvo, coisa que a ICAR não pratica lá muito.
        E é interessante observar como um pequeno artigo ocasiona tão grande celeuma. É caso para dizer:
        parva scintilla excitavit magnum incendium.
        Ao senhor mal-educado, António Gandarês, eu digo: fatuus fatuum invenit. E não é de certeza o Sr. Carlos, que parece uma pessoa adequada e conciliadora.
        E sabe que mais lhe digo?
        Tenha mas é juízo e pax vobiscum!

    • O. Braga says:

      Você é um espertalhão.

      O catecismo da Igreja Católica é bem explícito acerca da homossexualidade — ou ¿será que você considera que o catecismo é “homofóbico”? Se você é um ex-padre, deveria explicar o que o catecismo diz acerca da homossexualidade, e não mentir como está a fazer.

  2. Mário B. Mestre says:

    Mas isto é novidade? A igreja é contra homosexualidade nunca iria deixar um homem ou mulher homosexual fazer parte de uma das suas funções. A religião Católica não aceita a homosexualidade. E não é o unico problema com a ideologia Católica…

  3. António Veríssimo says:

    As diferenças politicas, religiosas, sexuais e outras não podem servir para qualquer forma de discriminação. Contra a discriminação, marchar, marchar.

  4. Três esclarecimentos:
    1º De facto o pároco não é o Jerónimo, embora o anuário católico o coloque como tal.
    2º O que está em causa não é o sacramento do batismo, sendo que as exigências que o pároco apresentou dizem respeito ao sacramento do batismo. O que se refere é o sacramento do crisma. A pessoa que vai como "padrinho", ao lado do jovem no momento em que este vai receber o crisma, é uma simples testemunha que (pasme-se!) no final da celebração não assina absolutamente nada, não existe qualquer documento oficial que registe o ato, a não ser o registo paroquial.
    3º O Sr José Rodrigues está completamente obtuso. Não sabe o que diz e devia de estudar um pouco mais, mas não vou gastar saliva com tão paupérrimo aprendiz. Quanto ao que refere o Sr, Gandarês (???) apenas uma palavrinha: quem desdenha… lá no fundo das suas palavras (e revolta) desvenda-se um desejo que nunca foi realizado. Pense bem na sua condição, parece-me que anda uma orientação homossexual latente em si. Pense nisto.
    Por fim, e para evitar o desgaste destes comentadores de comentários, informo que não voltarei por cá para ler quem comenta o que se escreve. Ó senhor Gandarês (???), Antónios também há muitos, nem todos (à exceção do Sr.) são palermas.

  5. ambrosio junior says:

    É verdade sim…esse senhor Miguel ele é casado em uniao de facto. Se pelas leis canonicas nao pode ser padrinho por já ser casado…temos pena. Queriam era sair nos jornais e serem noticia, conseguiram. Era bom que esse padre que foi acusado injustamente mete-se um processo contra a essa bicha chamada de Miguel. O padre só seguiu as leis da igreja…leis da igreja sao da igreja e as leis civis sao dos civis. De mim o padre tem todo o meu apoio…força senhor padre. Não se preocupe que a justiça vai ser feita. Esse senhor Miguel devia de pedir era desculpa a toda a gente. Se calhar nem entrava nas igrejas…agora está a fazer papel de coidadinho com a situaçao.

  6. Zoroastro says:

    E quem NÃO TEM FÉ, também não tem que ser discriminado por isso. Há muito humano SÁBIO, na história da Humanidade que NÃO TINHA FÉ ou NÃO TEM FÉ, e não deixava de exemplificar BONS VALORES, lá por causa disso.
    Se os que têm FÉ precisam de se ORGANIZAR em IGREJAS, que lhes FAÇA BOM PROVEITO. Mas que não discriminem quem ESCOLHE viver distintamente desse preceito! QUE NÃO DISCRIMINEM SEJA LÁ POR VIA DO QUE FOR!
    LIBERDADE.
    OU NÃO TERÁ SIDO ESSE O ENSINAMENTO MAIS RELEVANTE QUE O VOSSO Ἰησοῦς, CONVOSCO PARTILHOU?! Hummmm, ó CRISTÃOS…?!!!

  7. Zoroastro says:

    Para rematar este confusionismo obtuso de igrejas, géneros, orientações sexuais, ritos, e toda uma imensidade abstrusa e mais que o valha, aqui vai disto:
    Sr. Miguel Alcaide (que calha nem conhecer de lado nenhum),
    Se não quer cometer o mesmo erro que a ICAR, que é o de DISCRIMINAR, e dar mais importância a RITOS RELIGIOSOS, do que a FÉ, procure não atribuir mais importância àquilo que é irrisório, merece.
    E que a ICAR, e os seus representantes AMBLÍGONOS, de capacidade cognitiva OBLITERADA, não se aproveitem de argumentos como estes para perpetuarem a ABSURDIDADE das suas acções.
    É SÓ SOFISTAS! ARRE!

  8. Zé da Gândara says:

    Ena… Ena… Se estivéssemos no Natal, os madeiros de Natal (ou melhor, as fogueiras de Natal) serviriam, se não me engano, para realizar por aqui um auto-de-fé dos tempos modernos, com os Católicos empedernidos (e tantas vezes distantes dos pseudo-valores que a ICAR diz da boca para fora cultivar) a empreenderem a função de carrascos de todos aqueles que não são Católicos ou que têm comportamentos diferentes daqueles que estes tomam por virtuosos… Passam-se séculos e a ignorância humana, em vez de regredir, pelos vistos, progride… Enfim…

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