Quiaenses manifestam-se em Buarcos contra encerramento de agência bancária

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Várias dezenas de pessoas manifestaram-se ontem em frente à agência do Millennium BCP de Buarcos contra o encerramento da filial de Quiaios, em finais de abril.

 

Os manifestantes queixavam-se que o fim daquele serviço na freguesia veio afetar o quotidiano dos clientes locais, muitos deles idosos e reformados. Maria Alice Custódio Lontro, de 86 anos, é um deles.

“O encerramento do banco em Quiaios está a afetar-me porque quem trata dos assuntos bancários é a minha filha e ela trabalha e não tem tempo para vir à cidade sempre que necessitar de tratar de assuntos relacionados com o banco”, afirmou a octogenária.

Fernanda Lorigo, presidente da Junta de Quiaios, liderou o protesto. Em declarações aos jornalistas, a autarca garantiu que não vai desistir de exigir a reabertura da agência. “Acreditar é meio caminho para a vitória”, defendeu, adiantando que outras formas de luta serão levadas a afeito nos próximos tempos.

 

Informação completa na edição impressa

 

One Comment

  1. Zé da Gândara says:

    Agora pegou moda reivindicar a manutenção de balcões de bancos abertos… Há pouco mais de 20 anos, cada vez que alguém do norte do concelho tinha de ir ao banco, tinha invariavelmente de ir à sede do concelho e era uma coisa que fazia uma vez por ano… Mas também é certo que ninguém recorria a crédito para viver artificialmente como se passou a fazer desde que por via do crédito fácil, a banca começou a fomentar, a incentivar e a induzir essa prática que se generalizou… As pessoas agora têm alguma dificuldade em perceber que endividado o Zé Povinho até à ponta dos cabelos (que já mal consegue pagar as dívidas que contraiu), a dita "banca" já não necessita dos balcões abertos… Apesar de poder parecer atroz, a realidade é essa… A gestão da amortização da dívida do "Zé Povinho" pode muito bem ser feita à distância na sede do banco e o banco não é, nunca foi e nunca será a Santa Casa da Misericórdia (pese o facto de muita gente ver no banco um amigo, ainda que na verdade seja um amigo da onça) e tem de remunerar accionistas que pouco se importam do que se passa com quem da banca necessita, pois a sua prioridade é maximizar a distribuição de dividendos… Regra básica do capitalismo… Pena que por cá ainda ache que capitalismo é altruísmo despretensioso 🙂

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