Opinião: Um adeus a Baptista Bastos

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António Augusto Menano

Ouço na radio a morte do B.B., como os amigos lhe chamávamos. Vejo na televisão imagens a recordá-lo. Na sua inteireza de homem, de escritor, de cidadão. Estes últimos anos têm sido entristecidos pelo desaparecimento de muitos. Não vou aqui falar deles, mas não posso deixar de referir o autor, entre outros, de “Cão velho entre flores”, “O passo da serpente”, “Viagem de um pai e de um filho peles ruas da amargura”.

Fomos companheiros na colecção “Novos”, da Portugália, ele com o seu romance de estreia “O secreto adeus”, de 1963, eu seleccionado para” a “Antologia de poesia universitária”, de1964.Continuamos amigos durante mais de cinquenta anos. Andámos pelos mesmos caminhos, políticos, de cidadania, de defesa da democracia. Recebi-o na Figueira por várias vezes – recordo em Fevereiro de 1969, numa sessão na ex. Livraria Havanesa, em 2 março de 1968, esteve por cá em 2 de março de 1988,em 15 de Abril de 1988, em 10 de Maio de 1999.

Em Março de 1999, estivemos juntos na homenagem a José Saramago, no Casino Figueira, organizada pela Associação Goltz de Carvalho, com a colaboração de António Tavares. Datas que leio nas suas dedicatórias. Anteriormente, havia-o recebido, enquanto vereador, depois, como elemento da direção do Kiwanis Clube, onde fez uma palestra. Li-o nas suas crónicas. Numa delas, escrevi-a estar a pensar pedir “asilo” na Figueira ao seu “amigo Menano”. Que nunca te esquecerá.

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