“Estamos nisto numa ótica de melhoria contínua”

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José Correia

 

p&r DIÁRIO AS BEIRAS/FOZ DO MONDEGO RÁDIO/FIGUEIRA TV

 

José Correia, o “legislador” do Orçamento Participativo da Câmara da Figueira da Foz diz que apenas algumas “almas inquietas” puseram em causa regra do documento

 

Por que razão o regulamento do Orçamento Participativo (OP) da Câmara da Figueira da Foz é alterado todos os anos?

O contrário disso é que seria estranho. O OP é um processo, não é um ato e, portanto, vamos introduzindo as alterações que a experiência aconselha. Creio que esta é a atitude mais prudente e a mais sensata que há que ter perante o processo. O OP da Figueira da Foz tem caraterísticas especialmente abertas que não encontro muito por aí.

 

Mas fica a ideia de que estão à procura do modelo perfeito, havendo muitos exemplos da solução que melhor possa adequar-se ao concelho…

Estamos a tentar adaptar. Julgo que estamos a tratar do processo com humildade e abertura.

 

Defende que devem manter-se as quatro circunscrições?

Na primeira abordagem, foi tentar equilibrar as quatro circunscrições, em termos de eleitores: este foi o quadro genérico em que trabalhámos. No entanto, em face das observações que ocorreram recentemente, o presidente da câmara [João Ataíde] tomou o compromisso público de repensar o processo. Nessa reanálise, pode surgir uma readaptação das quatro zonas. O modelo parece-me equilibrado, mas estamos nisto numa ótica de melhoria contínua. Subscrevo que devemos fazer tão poucas alterações quanto for possível.

 

A exceção da regra que permite a freguesia de Buarcos e São Julião vencer todos os anos gerou celeuma. Acha que deve manter-se?

Bem sei que uma ou outra alma mais inquieta, um ou outro espírito mais sobressaltado, acharam que essa era uma regra que violava princípios de equidade e que era uma injustiça intolerável. Francamente, não vejo isso assim. O objetivo da regra é garantir que, em cada circunscrição, há um vencedor todos os anos, mas que não está concentrado num espaço inferior ao da circunscrição.

 

Entre essas “almas inquietas” encontram-se os vereadores do executivo João Portugal e António Tavares…

Posso responder outra vez: houve uma ou outra alma inquieta, um ou outro espírito sobressaltado…

 

Há quem defenda a indexação do OP ao Orçamento da Câmara. Concorda?

Sim. É uma proposta perfeitamente aceitável.

 

Acabar com o OP seria um retrocesso democrático?

Não. O tremendismo não é uma corrente filosófica em que me inscreva.

 

Esta entrevista pode ser ouvida na íntegra, hoje, pelas 21H00, na Foz do Mondego Rádio (99.1FM), e vista na Figueira TV.

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