Sistema de monitorização de caudal dos rios para prever cheias criado por estudantes

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Fotografia de Luís Carregã

Um dispositivo que permite obter informação em tempo real sobre o caudal das águas dos rios e, assim, prever cheias, foi desenvolvido por três estudantes da Faculdade de Ciências e Tecnologia da Universidade de Coimbra.

A solução tecnológica, identificada por ‘projeto Rio Mondego’, permite “monitorizar o caudal do rio através de sensores IoT [internet of things] instalados” em diversos pontos – no caso deste curso de água em cinco locais (complexo da barragem da Aguieira, foz dos rios Alva e Ceira, e Coimbra) –, explicaram os autores da ideia, durante uma sessão de apresentação do sistema, hoje, no Museu da Água, em Coimbra.

O projeto surgiu na sequência das cheias do Mondego em Coimbra, no início de 2016, que provocaram prejuízos estimados em cerca de 2,5 milhões de euros, mas cujos efeitos poderiam ter sido atenuados se houvesse informação em tempo real sobre a evolução do caudal do rio, no seu trajeto entre a barragem da Aguieira e o Açude-Ponte (Coimbra), sustentam os criadores do dispositivo.

Desenvolvido pelos três estudantes, no âmbito da empresa que possuem em incubação no Instituto Pedros Nunes (IPN), em Coimbra, com apoio da Vodafone Portugal, através do programa Vodafone Power Lab, o dispositivo recolhe e trata a informação sobre o nível das águas e envia-os, “ao minuto”, através da rede de dados móvel, para uma central, acessível às entidades competentes, como, por exemplo, serviços de proteção civil.

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