Opinião – Flic-fac

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Daniel Santos

 

De acordo com o que foi divulgado na comunicação social, a hipotética venda do terreno onde se situa o horto municipal aqueceu a última reunião de Câmara. Sobre as regras de ocupação do solo inscritas no atual plano e aquelas que virão a ficar consagradas no processo de revisão do PDM, tenho opinião, mas não é esse o assunto que me traz hoje aqui. Ao que se percebeu, todo o executivo está de acordo com a manutenção da possibilidade de edificação no terreno, o que está previsto desde que o plano entrou em vigor, em 1995.

O que espanta é o facto de termos assistido à mudança de opinião do partido que, em 1997, defendia, contra o seu próprio executivo, a inclusão do terreno do horto municipal como integrando o “corredor verde” e, em 2007, já na oposição, argumentou a favor da preservação do parque de campismo e terrenos municipais adjacentes.

Não que não ache que todos têm direito a mudar de opinião, mas importa recordar que o partido atualmente no poder manteve, desde 1997, uma opinião reiteradamente fundamentada e também que prometeu em campanha eleitoral, com pompa e circunstância, em grandes out-doors, a criação do “corredor verde”.

Sob pena de ficarmos ainda mais cientes do mau comportamento geral dos partidos, ficaria melhor que fossem transmitidas as ponderosas razões que os fizeram mudar de opinião. Mas que tal explicação não seja simplesmente um flic-flac encarpado à retaguarda, com pirueta de saída.

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