“Nos confins do mundo está lá a minha arte”

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Miguel Abreu, mestre de artes marciais

 

p&r DIÁRIO AS BEIRAS/FOZ DO MONDEGO RÁDIO/FIGUEIRA TV

 

Miguel Abreu é um mestre de artes marciais de Quiaios. Em 1994, fundou a MSD Ryu Budo, hoje, com cerca de três mil praticantes em vários países

 

Há quanto tempo criou a sua arte marcial?

Em 1994. Na altura, ensinava outras artes marciais. Depois, resolvi juntar o que sabia e fundar a minha própria arte marcial. É uma mistura de várias disciplinas. Ou seja, é a minha experiência nas artes marciais.

 

Essa mistura não deve ter sido feita de forma aleatória…

Foram muitos anos de estudo. Claro que em 1994 não tinha o programa que tem agora, era uma arte só dedicada ao trabalho de defesa pessoal. Depois, fui integrando mais coisas, pela experiência que entretanto adquiri, e concebi um programa completo e com uma estrutura lógica.

 

Há alguma estrutura federativa ou associativa que a reconhece?

Sim. Em 2012, criámos, eu e um grupo de instrutores, a MSD Ryu Budo, que é a associação que dirige a arte, a nível nacional e internacional. A nível nacional, estamos ligados a uma federação, da qual também sou fundador, que integra várias artes marciais.

 

Ou seja, foi como registar a patente…

Pois, é isso. Tem de ser. Caso contrário, outros vão buscar a arte marcial.

 

Quantas artes marciais existem no mundo?

Seguramente, mais de duas mil. Eu sou formado, como instrutor, em 12.

 

Esteve, recentemente, com um grupo de praticantes figueirenses, no Nepal. O que é que lá foram fazer?

Fomos expandir a arte e ministrar formação a professores e alunos.

 

Quantos alunos tem na Figueira da Foz?

Cerca de 50.

 

Quem é que pode matricular-se nas suas aulas?

Todos os que queiram a partir dos cinco anos. O mais velho tem 65 anos.

 

No mundo, quantas pessoas praticam a sua arte?

Filiados, mais de 2700.

 

O que é ganha com isso?

(Risos) Não ganho muito, porque não vivo só das artes marciais. Ganho o gosto por ver algo que fundei espalhado pelo mundo. No Nepal, numa vila dos confins do mundo, está lá a minha arte marcial.

 

As artes maciais mudam o comportamento do praticante?

É para isso mesmo que elas existem. A base é a disciplina… Temos um código próprio. A partir do momento em que entramos para as artes marciais, temos de nos relacionar de uma maneira diferente com as pessoas. | Jot’Alves

 

Esta entrevista pode ser ouvida na íntegra, hoje, pelas 21H00, na Foz do Mondego Rádio (99.1FM), e vista na Figueira TV.

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