Opinião: “Ainda a procissão vai no adro…”

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Isabel Maranha Cardoso, economista

A menos de nove meses das eleições autárquicas a cidade parece acordar para a eleição que aí vem. Os partidos começam a posicionar os seus candidatos. Sente-se um frenesim, um nervoso miudinho na antecipação de nomes que poderão integrar as “listas”.

Mas a par das démarches partidárias surgem também movimentos cívicos, ainda embrionários, mas com alternativas para a política local, adivinhando-se nalguns dos casos virem a ser mais do que simples movimentos e antecipando uma disputa eleitoral renhida, quer ao nível do concelho quer das freguesias.

Mas que diferencia estas duas formas de intervenção cívica e politica, os “partidários” e os “independentes”? De forma geral os partidos preocupam-se com os candidatos a apresentar e quais os nomes que integrarão as respectivas “listas”, a posição ocupada por cada um na hierarquia da lista, tendo em vista a execução do projecto e o necessário apoio popular.

Os independentes procuram encontrar canais de comunicação onde possam passar as suas ideias, as suas propostas e a identidade dos seus projetos locais. Tarefa mais difícil pois a mobilização e agregação coletiva à volta de projectos independentes exige uma forma de militância também, a militância cívica com a angariação de simpatizantes para as suas causas e a disponibilidade para a mudança. E assim digo… ainda agora a procissão vai no adro… mas a democracia está bem viva na Figueira da Foz!

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