Opinião: Machadada na transparência

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Rui Curado Silva

Foi publicado o ITM (Índice de Transparência Municipal) de 2016, da autoria da associação Integridade e Transparência. Esta associação é composta por cidadãos de esquerda e de direita, por independentes e por cidadãos com militância política.

O ITM é elaborado com base na análise da informação disponibilizada nos sítios internet dos municípios, sobre diversos temas como o funcionamento da autarquia, impostos, taxas, contratação pública, urbanismo, etc. Nenhum índice é perfeito. O ITM é um indicador de transparência como muitos outros, no entanto é indubitavelmente um dos mais bem fundamentados.

Na classificação divulgada, a câmara de Coimbra cai 100 lugares em relação a 2015, é o quinto pior entre os 19 concelhos do distrito e, pior, o índice é negativo, cerca de 40%.

O presidente do executivo de Coimbra, em vez de refletir seriamente sobre os resultados, aproveitou a reunião do Conselho Diretivo da Associação Nacional de Municípios e o seu estatuto de presidente da associação para atacar o ITM, usando a reunião em proveito próprio à revelia da generalidade dos associados. Ironicamente, esta atitude só reforça a assertividade do ITM.

Relembremos que este é um presidente que se eterniza no seu quarto mandato, um mandato cansado, sem ideias e refratário à vivacidade da oposição. Não espanta por isso, este ITM digno de república das bananas.

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