Opinião: Precisamos desejar!

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Paulo Júlio

Quando um ano acaba e outro se inicia, o momento propicia-se a formular desejos. Há alguns que são a base de tudo, como a saúde. Procuramos a felicidade, mesmo que tal dependa de cada ser individual e nem sequer tenha um padrão complexo ou simples. Depende. Depende de cada um. Muitas vezes, corremos , mas nem sequer sabemos para onde, independentemente do que sejamos ou façamos.

Ainda assim, vale a pena formular alguns desejos. Em Portugal, precisamos de mais cidadania, de mais educação, de menos demagogia, de mais realismo, de mais optimismo e de mais inconformismo. Somos muito mais capazes do que pensamos, desde que nos esforcemos. Precisamos de mais coragem, precisamos de acreditar mais em nós e praticar mais esses padrões e valores.

Na região, precisamos de mais cooperação, mais liderança, mais criatividade. Precisamos de nos queixar menos e provar mais o que valemos como território, sem subserviência, mas também sem arrogância. Precisamos perceber melhor o que nos diferencia e se concluirmos que não é nada de especial, então, a diferença tem de estar em cada um dos protagonistas. Em cada um de nós.

Em Coimbra, desejamos que a cidade se imponha, com o seu conhecimento e escala, puxando pelos municípios da região, liderando processos, redes de património, estimulando e, por consequência, ganhando importância nacional. Para que estes desejos se concretizem, precisamos desejar para quem protagoniza nos municípios, nas entidades intermunicipais e regionais, mais capacidade de exercer para além do seu raio de ação normal.

Não sei se necessitamos desejar ideias ou tão simplesmente desejar mais atitude e mais visão territorial. Acredito que haja capacidade instalada, utilizando um jargão informático. Desejamos todos que a aproveitem. Precisamos que os nossos jovens tenham acesso ao mercado de trabalho, pelo que precisamos de empresas fortes, inovadoras, exportadoras, ou seja, precisamos de investimento.

Precisamos de reter talentos na região, precisamos de melhorar os níveis educacionais porque só assim faremos a diferença. Precisamos de serviços públicos mais eficientes e de mais cidadania. A velha e boa cidadania que gosta de confrontar ideias com elevação, sem medo e sem ofensas pessoais. No fim de tudo, desejamos ser felizes. Uma região feliz, uma cidade feliz. Criativa, inovadora e optimista. Talvez não seja pedir muito… assim, desejamos!

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