Opinião – O direito ao escuro

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O plano de Ação e Orçamento para 2017 da Comunidade Intermunicipal da Região de Coimbra inclui, entre as suas prioridades, iniciativas direcionadas à eficiência energética.

Entre essas iniciativas estão a implementação de soluções eficientes para a iluminação de edifícios históricos e a redução do consumo energético de edifícios públicos. Estas medidas são bem-vindas, constituem uma diminuição de gastos públicos a curto e a médio prazo, apenas pecam por tardias.

Apesar de a iluminação mais económica baseada na tecnologia LED (Light Emitting Diode) se estar a generalizar, substituindo a iluminação baseada em lâmpadas incandescentes e fluorescentes, ainda há pouca sensibilidade para a opção pelo escuro quando a luz não é necessária ou é prejudicial.

Hoje em dia já existem sensores de movimento a preços razoáveis para espaços públicos que ativam a iluminação local quando se aproxima uma pessoa ou um veículo.

Estes sistemas permitem desligar a luz durante as horas de menor circulação e acender apenas quando necessário. Existem também sistemas de iluminação de baixa intensidade adequados a limitar a perturbação da vida animal de jardins, de parques e de espaços naturais.

O excesso de luz tem uma influência direta na estabilidade do comportamento de aves e consequências diretas e indiretas no surgimento de pragas de insetos. Quem gosta de astronomia também agradece a escuridão.

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