Funerais de Lígia e Inês lembram que “o amor é mais forte do que a morte”

FOTO DB/CARLOS JORGE MONTEIRO

“Se há instante em que a nossa fé vacila, é em momentos como este, em que perguntamos “porquê”. Muitas vezes perguntamos onde está Deus neste momento. Mas nós não entendemos tudo”. As palavras do padre, proferidas no funeral de Lígia Louro, quase traduzem o ambiente de consternação e o silêncio – um imenso e pesado silêncio – que marcaram a cerimónia fúnebre de ontem.

Foram muitos – familiares, amigos, colegas da escola – aqueles que quiseram despedir-se de Lígia Louro, 14 anos, e horas mais tarde, de Inês Rosa, 13 anos, que morreram junto à linha do Norte em Vila Nova de Anços, Soure, depois de, na quarta-feira à noite, a família ter dado conta do seu desaparecimento.

À saída da igreja de Reveles, a mãe – que há seis anos tinha perdido o marido – abraçou o filho (irmão mais velho e único de Lígia) e os dois deixaram-se ficar ali, calados por longos minutos, enquanto o carro fúnebre seguia com a urna.

O silêncio foi apenas interrompido no cemitério, quando a avó paterna da criança se debruçou sobre a sepultura do fi lho e pediu: “Zé Luís: toma conta da nossa menina!”. O funeral de Lígia Louro foi o primeiro a realizar-se e contou com as presenças do presidente da Câmara

Municipal de Montemor-o-Velho, Emílio Torrão, do vice-presidente, José Veríssimo, e da responsável pela direção de serviços da região Centro da Direção- Geral dos Estabelecimentos Escolares (DGEstE), Cristina Oliveira.

Toda a informação na edição impressa do DIÁRIO AS BEIRAS de 14 de dezembro

2 Comments

  1. Zé da Gândara says:

    O Senhor Presidente da Câmara está profundamente abalado com esta perda de vidas humanas… Daí ter marcado presença no funeral das duas malogradas adolescentes, sem querer naturalmente tirar dividendos políticos desta presença… Isto porque é um Presidente de Proximidade, exemplo para tantos outros bourgmestres cá do burgo que tantas vezes se alheiam dos seus eleitores…

  2. Zé da Gândara says:

    Só uma dúvida… Nesta ocasião tão traumática para as famílias o nosso querido líder não se lembrou de se fazer acompanhar ao local pelo seu séquito de psicólogos(as) e técnicos(as) de serviço social para apoiar as famílias enlutadas, como terá ocorrido na freguesia de Arazede aquando do alegado triplo homicídio seguido de alegado suicídio, salvo erro, em Maio do ano corrente (cena decalcada de uma qualquer película Yankee que constitui o que de melhor se configuram como as sebentas exportações culturais Yankees)? Ou tê-lo-à feito pela calada sem o revelar aqui aos escribas do "Beiras Times"? Não quero acreditar que o nosso querido líder tenha dois pesos e duas medidas…

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