Sobrevivência ao cancro em debate em Coimbra

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A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) promove em Coimbra o 2.º Congresso Nacional de Sobreviventes de Cancro, com o qual pretende promover um espaço de informação e de partilha, através da abordagem de temáticas de relevante interesse e dirigidas aos sobreviventes, cuidadores, voluntários, profissionais de saúde e população em geral.

O encontro decorre hoje à tarde e amanhã, todo o dia, no Hotel Vila Galé Coimbra.

O que é um sobrevivente de cancro

Um sobrevivente a longo prazo de cancro é um indivíduo que após cinco anos de deteção de um cancro, não havendo doença evolutiva, deixa de ser considerado doente através da avaliação de uma junta médica. A discussão pública sobre este conceito foi introduzida precisamente pela Liga Portuguesa do Cancro na primeira edição do Encontro Nacional de Sobreviventes de Cancro, que se realizou a 28 de maio de 2012, na Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa.
Na altura, com essa iniciativa resolveu-se a questão da isenção das taxas moderadoras dos doentes oncológicos em consultas e tratamentos relacionados com o cancro. Tratou-se pela primeira vez de um tema com cada vez mais impacto social que continua a ser importante abordar em cada vez mais perspetivas.

350 mil sobreviventes em Portugal
Os desafios que a Oncologia enfrenta irão marcar profundamente a sociedade nas próximas décadas. De acordo com as projeções nacionais e internacionais, a evolução demográfica e a exposição a fatores de risco determinarão um aumento da incidência de doenças oncológicas.
Por outro lado, e graças a múltiplos fatores, a sobrevivência tem vindo a aumentar, sendo crescente o número de sobreviventes de cancro com problemas clínicos e sociais particulares. Estima-se que existam em Portugal cerca de 350 mil sobreviventes de cancro.
O incremento do número de doentes que acedem aos serviços de saúde trazem, por sua vez, uma série de desafios para a organização dos mesmos e para a prestação de cuidados de saúde em oncologia de qualidade.
As doenças oncológicas, para além de uma perspetiva clínica multidisciplinar, reclamam uma abordagem política e social concertada, que se estenda para além dos muros das estruturas de saúde.
Estes aspetos enfatizam a necessidade de intervenção da sociedade civil, que terá de registar um papel (mais) ativo na promoção da sensibilização das populações, no diagnóstico precoce, no apoio, na advocacy e na defesa dos direitos dos sobreviventes de cancro.

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