Opinião: Onde estão os dinossauros?

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António Menano

António Menano

Existem milhões de objectos. As palavras ficam um pouco atrás, pois, além do alfabeto latino, há outros caracteres, símbolos, e, por que não sinais, a circularem dentro das nossas cabeças.

Aliás, tudo se mistura, emaranha, altera. Não estou a falar de quebra-cabeças ou de receitas culinárias. Nem de fruta podre ou de misturas químicas. Sim do que tenho ouvido na televisão.

É um fartar de palavreado, de frases muito sabedoras onde avultam conceitos económicos. Chateia-me é ouvir, de quem nos retirou parte da reforma, a defesa da classe média. É óptimo saber que uma senhora especialista em comprar dívidas para estrangeiros nos defende.

Não sei se neste caso mais vale tarde do que nunca. Sei que uma folha de papel não é um clip, que um diamante não é um par de calças.

Não, não estou “avariado”. Mas algumas intervenções que ouço estão a comparar o incomparável. Ainda não é a escola de Trump, de sujeiras, mas por que será que me recorda o senhor ministro alemão que tão mal nos trata, a nós, portugueses?

Termino, não com a sina para a próxima semana, mas com nomes de dinossauros: Velociptor – ladrão rápido, bradicneme – perna curta ou queixo pesado, deinodonte- dente terrível. O que também aborrece é continuar a haver quem confunda o som de uma explosão retardada com a luz de um cometa que já passou.

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