Tentativa de homicídio à porta da discoteca vai a julgamento

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FOTO DB/LUÍS CARREGÃ

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Um homem de 40 anos, que esteve fugido às autoridades, começa a ser julgado hoje pelo Tribunal de Coimbra, sendo acusado da prática de dois crimes de homicídio qualificado na forma tentada em 2008.

O homem, natural da Suécia e que residia em Coimbra à data dos factos, é acusado pelo Ministério Público de dois crimes de homicídio qualificado na forma tentada, um crime de ofensa à integridade simples, um crime de evasão e um crime de detenção ilegal de arma.

O arguido é suspeito de ter disparado quatro tiros, numa discoteca da cidade, contra dois indivíduos, após agressões a 16 de março de 2008, tendo fugido às autoridades quando era observado no serviço de urgência dos Hospitais da Universidade de Coimbra.

Segundo o despacho de acusação a que a agência Lusa teve acesso, a confusão na discoteca em Coimbra começou após uma das mulheres do grupo do suspeito ter alertado o seu namorado para “uma abordagem despropositada” por parte de um homem que se encontrava naquele espaço na madrugada de 16 de março.

No meio da confusão, o arguido, que intervinha “em defesa do seu amigo”, agrediu um dos quatro homens do outro grupo “com murros e socos”, tendo os porteiros da discoteca acabado por separar o grupo dos indivíduos dos dois casais.

O grupo de quatro homens acabou por ficar junto “a uma das colunas do terraço exterior da discoteca”, enquanto os dois casais abandonaram o estabelecimento, refere o Ministério Público.

Cerca de meia hora depois, o arguido terá regressado ao terraço, onde permanecia o grupo de quatro indivíduos e, empunhando uma arma de fogo tipo pistola semiautomática de 6.35 mm, terá feito quatro disparos a dois ou três metros na direção de dois dos homens, “fazendo pontaria para a zona das costas e peito dos mesmos”.

Dois dos tiros acabaram por atingir “de raspão” as duas vítimas, sendo que os restantes passaram pelo blusão de um dos homens, na zona do colarinho e no bolso esquerdo.

O arguido tentou fugir em direção à sua viatura, mas na perseguição acabou por ser detido pelas vítimas que acabaram por lhe desferir vários socos, murros e pontapés “em diferentes zonas do corpo”, relata o Ministério Público.

O suspeito foi detido pela polícia e conduzido para os Hospitais da Universidade de Coimbra, de onde conseguiu fugir das autoridades quando estava num dos gabinetes de triagem.

O indivíduo foi posteriormente encontrado no Brasil e entregue às autoridades portuguesas.

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