Opinião: Um ato de contrição

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Miguel Almeida

Miguel Almeida

O ex-presidente do PS local, António João Paredes, deu uma entrevista à Figueira TV, Diário As Beiras e Foz do Mondego Rádio, em que tece duras criticas à gestão camarária.

O facto de um dirigente do partido socialista ser tão expressivo nas críticas que faz a João Ataíde já é por si relevante, tendo em conta que essa censura é proferida por quem foi responsável, em 2009, pela escolha que o PS apresentou a sufrágio é um ato de contrição que deve ser sublinhado.

A entrevista surge na sequência de um conjunto de observações críticas que João Paredes tem feito nas redes sociais onde não poupa o homem que em tempos julgou ser o salvador do concelho.

Não questionando qualquer outra motivação que não seja a de uma genuína discordância com o rumo do concelho, importa realçar que a apreciação feita por este destacado socialista, apenas vem confirmar que as críticas que temos feito nas reuniões camarárias não são ideológicas ou partidárias, resultam apenas da constatação de que, como afirmou João Paredes, o “fato de autarca, não é um fato que assente bem a João Ataíde”.

Nesta entrevista, João Paredes também critica a oposição. Aliás, numa estratégia utilizada por alguns, que para “bater” no poder beliscam a oposição para mostrar isenção nas críticas.

É verdade que a oposição na câmara podia ser diferente, mais na linha daquilo que no passado o partido socialista fez, mas manifestamente não é o nosso estilo.

Temos apresentado várias propostas e trazido à discussão os temas que verdadeiramente interessam ao concelho, sem deixar de fiscalizar com rigor a gestão autárquica. Era possível fazer mais?

Sem dúvida, mas João Paredes conhece bem a luta desigual de meios e tempo, entre quem governa e quem faz oposição.

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