Opinião: Aeroporto para a Figueira, já!

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João Vaz

João Vaz

Se pagamos impostos, então podemos exigir. Se exigimos, temos que saber como, o quê e a quem. A dona do quiosque pediu estacionamento na rotunda, privativo para si e funcionários, à porta do dito espaço comercial.

Outros exigem que a câmara abra aeroportos em concelhos vizinhos, crie empregos e fábricas, reabra ferrovias defuntas, traga o ensino superior para a Figueira e exerça funções para as quais não tem competências. Assim é fácil criticar, reavivando “ideias fantásticas” de um passado “inconseguido” que nos transformou num país endividado ao exterior.

Em Beja, há um aeroporto civil sem aviões nem passageiros, mas com um passivo de milhões de euros. No Porto, outra obra faraónica.

Está no 59.º lugar dos aeroportos europeus, em número de passageiros. O movimento não justifica os 108 milhões aí investidos, na expansão de 2006.

Mas, pelo menos, segundo o “The Guide to Sleeping in Airports”, o Porto está na 4.ª posição para os “mochileiros” que lá dormem, um aeroporto amplo e silencioso.

Lembram-se do projeto de aeródromo para a Figueira? Uma ideia cujo “terraplano custou 300 mil euros”, tendo a câmara contratado o batalhão de engenharia de Espinho para o efeito. Anedótico.

E hoje há ainda quem pense que o futuro da Figueira passa por aviões, aeroportos e ferrovias para a Pampilhosa. A realidade mostra que as receitas salvíficas, megalómanas e desajustadas resultam sempre em desperdício de dinheiros públicos.

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