Governo diz que áreas vitais da saúde mantêm-se na esfera pública

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O secretário de Estado da Saúde, Manuel Delgado, defendeu hoje a necessidade de manter na esfera pública a gestão de “áreas vitais” do Serviço Nacional de Saúde (SNS), criado há 37 anos.

Tem sido possível “equilibrar os interesses” em torno da prestação de cuidados de saúde aos portugueses, disse Manuel Delgado, ao intervir no auditório do Centro Hospitalar e Universitário de Coimbra (CHUC), na abertura das comemorações do aniversário do SNS.

“O SNS foi, provavelmente, nas políticas públicas, o modelo mais consequente e com melhores resultados” ao longo do processo de democratização do país, desde a revolução do 25 de Abril, acrescentou.

O secretário de Estado recordou que houve “momentos de tensão” destes 37 anos de Serviço Nacional de Saúde, designadamente entre oferta e procura de cuidados, além de “tensões provocadas por sensibilidades ideológicas diferentes”.

“Temos, felizmente, conseguido equilibrar estes interesses”, afirmou.

Manuel Delegado enumerou vários índices da saúde em Portugal antes e depois da criação do SNS, em 1979, uma medida política que teve como principal impulsionador o advogado e escritor António Arnaut, do PS, então ministro dos Assuntos Sociais do segundo Governo liderado por Mário Soares.

Há 40 anos, por cada 1.000 crianças nascidas em Portugal, 70 morriam nos primeiros tempos de vida, enquanto atualmente verifica-se uma relação de três mortes por cada 1.000 nados vivos.

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