Opinião – Vista de longe

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Daniel Santos

Daniel Santos

Desde que deixou de existir a praia da Figueira, a minha praia é o Cabedelo. É lá que, quando me permitem os afazeres, procuro fruir o mar, saborear o cheiro a maresia, contemplar o pôr do sol, conversar com amigos, apreciar a dinâmica dos surfistas em gozo das ondas que são a atração que substituiu outras atrações antigas, ultrapassadas, a que os saudosistas sem futuro apelam.
Tal não impede, porém, que satisfaça esta necessidade de mar noutro local, por um período curto, em companhia da família. O que também permite desfrutar o remanso da floresta e da paisagem, pôr a leitura em dia, se é que isso alguma vez é possível! E olhar descomprometidamente para a televisão. E lá estava o Cabedelo a servir de palco para um show de praia! Vi de relance o Eurico, entusiasmado, a falar sobre o surf, promovendo o local, dando conta das suas potencialidades e a falar de esperança.
Pelos vistos, não houve apoio nem representação oficial, ao contrário do que pude constatar noutras praias. E não entendi. Pois se se encontra em desenvolvimento um projeto de regeneração de toda aquela zona, no âmbito do plano estratégico de desenvolvimento urbano (PEDU), esta seria uma boa ocasião para promover o futuro breve (espera-se!).
À noite fui ao circo com os miúdos. Os palhaços iam perguntando à garotada o nome das suas terras. Perceberam que havia gente da Figueira. Identificaram-na com o velho Casino. Esta foi a Figueira vista de longe.

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