Opinião: IMI – um imposto falhado

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João Vaz

João Vaz

Portugal tem mais de um milhão de casas abandonadas. Na Figueira da Foz, mesmo em agosto, existem milhares de alojamentos desocupados.

Fazendo as contas a um valor de 100.000 euros, em média, por alojamento, e usando o valor do INE, temos 5200 alojamentos vagos; logo, são mais de 520 milhões de euros de investimento parado. Isto é, o capital que os portugueses pouparam, ou pediram emprestado a bancos estrangeiros, não é rentabilizado. Um pequeno desastre económico sobre o qual pouco refletimos.

Muitos proprietários não querem saber dos seus imóveis. Nem sequer o IMI os demove a vender ou a arrendá-los. Especulam, assumem que os preços vão subir, ou pensam que o seu prédio vale muito dinheiro.

Desde 2006 que os jornais noticiam que o IMI vai subir, até 500% para os edifícios devolutos. Passados 10 anos, nada mudou. O IMI não penaliza significativamente quem tem alojamentos vagos.

Na Figueira, abundam alojamentos vagos, alguns renovados exteriormente, mas sem gente. Outros, em ruína. E o mercado de arrendamento estagnou, pouca oferta e preços elevados, com proprietários que preferem ter o imóvel vazio. O IMI falha quando não penaliza fortemente quem abandona os edifícios que possui.

O desenvolvimento do mercado imobiliário precisa de um IMI que conduza à renovação dos centros históricos e à ocupação dos alojamentos. O atual Governo falhou na importante reforma do IMI, porque não penaliza o “desinvestimento”.

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