Opinião: 24 de agosto

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Daniel Santos

Daniel Santos

Manuel Fernandes Thomaz, vereador da câmara, deputado às Cortes da Nação, arauto da liberdade e dos valores da democracia, redator do texto constitucional de 1882, exemplo de comportamento cívico exemplar, anualmente homenageado em cerimónia pública por iniciativa do município, foi o inspirador dos discursos das entidades presentes.
A exaltação dos valores e dos princípios praticados pelo ilustre figueirense percorreu a generalidade das intervenções. Mas, pergunta-se, terá a mensagem chegado à população menos conhecedora do seu pensamento, da sua ação e dos seus objetivos? Que deve alcançar e inspirar. Quando olhamos à volta, encontramos todos os anos os mesmos rostos. E a ausência de antigos autarcas (tal como, no futuro, os atuais faltarão).
Se queremos que se alterem comportamentos condenáveis na “política”, é fundamental criar as condições para fazer chegar à mensagem a todos. Saúdam-se as intervenções, mesmo as frases repetidas anualmente (como não poderia deixar de acontecer), mas também a abordagem didática sobre a Constituição de 1882 e a proposta da Associação 24 de agosto para que se centrem na Figueira as comemorações do duplo centenário da revolução de 1820.
E porque se referem aqui valores e princípios e a verdade deve ser respeitada, impõe-se corrigir a referência que aqui fiz à ausência de um representante da autarquia nas “Olimpíadas de praia”. Tal não corresponde à verdade.

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