Festival das Artes presta homenagem aos que são pioneiros

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“Chegados ao 8.º Festival das Artes, com o tema Pioneiros, pode dizer-se que se encerra um ciclo. O número 8 é o símbolo do infinito e são os Pioneiros que, geração após geração, vão fazendo avançar o Mundo e assegurando o futuro da Humanidade. Eles são sinais, por isso nos revelam que o infinito é o futuro anunciado”.

As palavras de José Miguel Júdice, presidente da direção do Festival das Artes, enquadram da melhor forma os 15 dias de programação que, já este domingo, abre com a grande música de dois dos seus mais admiráveis “pioneiros”: Beethoven e Mozart.

Entre 17 e 31 de julho, Coimbra volta a acolher um festival de verão que é diferente dos restantes e que cada vez mais se afirma no panorama da região Centro e do país, com uma programação repartida entre as suas já clássicas áreas de interesse: artes do palco, artes plásticas, cinema, conferências, gastronomia, música e serviço educativo.

Centrado no cenário magnífico da Colina de Camões, na mítica Quinta das Lágrimas, o Festival das Artes volta a “estender-se” à cidade, com programação a desenrolar-se em espaços como o Museu da Ciência da Universidade de Coimbra, a Praça 8 de Maio, o Convento São Francisco, o Mosteiro de Santa Clara-a-Velha ou o Museu Nacional de Machado de Castro.

Serviço educativo e música abrem o Festival das Artes

O programa deste ano, diz ainda José Miguel Júdice, “revela a música pioneira em várias épocas, executada por várias orquestras inteiramente constituídas por jovens intérpretes (portugueses, turcos, canadianos), filmes que revolucionaram a 7.ª arte, chefs que criaram a gastronomia que se impôs aos mais cépticos, bailado, teatro, poesia, no fundo todas as artes clássicas e contemporâneas”. E, junta ainda o responsável pelo Festival das Artes, “através de debates, será possível ouvir personalidades que estão neste século XXI a confirmar o pioneirismo português na ciência e na cultura”.

Para lá da grande música de que já se falou, o 8.º Festival das Artes abre, este domingo, com a primeira proposta do Serviço Educativo: “Vandelli e os 4 Pioneiros”, a decorrer no Museu da Ciência da Universidade de Coimbra (UC) e a repetir-se a 23 de julho.

“Vandelli e os 4 Pioneiros” é, de acordo com uma nota da produção, uma exposição sobre a natureza exótica do Brasil, Cabo Verde, Angola e Moçambique, descoberta por quatro alunos de Domenico Agostino Vandelli, naturalista italiano que contribuiu de uma forma pioneira para a história natural e para a química em Portugal nos finais do século XVIII e princípios do século XIX.

As extraordinárias coleções do Museu da Ciência da UC contam segredos revelados por estes quatro pioneiros enviados para países até então pouco desbravados. A exposição patente no Museu da Ciência da UC tem agora duas apresentações marcadas: no dia 17 e no dia 23 de julho, às 11H00. Inscrições através dos seguintes contactos: 230 854 350, geral@museudaciência.org.

Mas o dia inaugural do 8.º Festival das Artes ficará indelevelmente marcado pela música. A partir das 16H00, na Praça 8 de Maio (junto à Câmara Municipal de Coimbra), o projeto Tocá Rufar – que em 2015 já protagonizou um extraordinário momento inaugural – abre o Festival das Artes 2016 numa caminhada que irá levar o público à Quinta das Lágrimas onde, às 17H00, vai realizar-se a cerimónia oficial de abertura.

Pelo segundo ano consecutivo, o Festival da Artes associa a sua abertura a um momento dedicado à fruição da cidade de Coimbra com uma caminhada pela Baixa ao som dos mais jovens e pioneiros músicos de percussão dos Tocá Rufar, com o concerto “Bombos, um Evento Pioneiro”.

Pelas 19H00, o Convento São Francisco acolhe o concerto de abertura com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, numa coprodução entre a Fundação Inês de Castro e a Câmara Municipal de Coimbra. “Dois Grandes Inovadores” é uma homenagem a dois dos nomes pioneiros da história da música erudita, Beethoven e Mozart, num concerto dirigido pelo maestro Pedro Amaral e a contar com o solista e clarinetista italiano Matteo Mastromarino, laureado com o primeiro  prémio no 3.º concurso Internacional de Clarinete de Lisboa. A não perder.

2 Comments

  1. À por aí alguém que me explique, como é que esse senhor, ficou com a Quinta das Lágrimas ?!!!!

    • Jorge Castro says:

      Pelo que sempre soube e ouvi, de forma perfeitamente legítima, tanto legal como ética, pois a Quinta das Lágrimas era/é da família, e esta iniciativa do Festival das Artes é uma grande mais valia, de alta qualidade e inovadora, para Coimbra e região, e também para o país.
      Já agora, em vez de perder tempo com esse tipo de insinuações, talvez não fosse de todo desaconselhável dedicar-se mais ao português. (não é "À", mas "Há").
      Cumprimentos

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