Dona Glória queria sair da Baixa mas estudantes não deixam

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Luís Carregã

Luís Carregã

Um grupo de estudantes, maioritariamente de arquitetura, decidiu arregaçar as mangas e reabilitar espaços da Baixa de Coimbra. A intervenção já fez com que Glória, comerciante, abandonasse a ideia de sair desta zona da cidade.

O coletivo chama-se Há Baixa (HAB) e começou por ser um grupo de nove estudantes de arquitetura com vontade de fazer alguma coisa pela cidade onde estudavam. Meses depois e contando com 25 voluntários, o movimento desceu até a uma zona “esquecida” da cidade para a reanimar, passo a passo.

Glória Vilão, de 63 anos, olha com alegria para os jovens que andam de volta do seu ateliê de costura desde 1 de julho. Há quem pinte portas, outros montam prateleiras ou cortam madeira.O seu estabelecimento precisava “de uma coisa mais bonita”. Com falta de espaço, estava tudo em caixotes, havia “sacos pendurados” e não gostava do aspeto do provedor. “Como não tinha tempo, deixei andar”, conta.

Apesar de ter “muita clientela” e o largo ser “muito bonito”, Glória pensava em pedir reforma antecipada, que a sua mãe estava mal de saúde e não tinha tempo para dar a volta que gostava ao espaço. “Agora não”, sublinha, afirmando que vai ficar “tudo muito mais bonito”.

Desde o início do mês que os nove estudantes, mais 25 voluntários, a maioria do curso de arquitetura, realizam intervenções de reabilitação.

Notícia completa na edição impressa de hoje

One Comment

  1. silvina santos says:

    Ainda temos jovens muito prensados e disponíveis para ajudar o próximo fico muito feliz p isso

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