Opinião – Pensar nos médicos e naqueles que servimos!

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Cesário Andrade Silva

Cesário Andrade Silva

A dificuldade e o tempo que esta equipa ministerial de luxo, que foi colocada na Saúde (a meu ver a gerir bem os sempre complicados sectores públicos e privados que servem o SNS, num departamento sempre difícil dadas as muitas classes que os servem), gastou e gasta nas negociações têm sido revelados pelas ondas de descontentamento que na classe médica, em especial, podem levar a um movimento que se prevê, desde já, leve a uma greve.
A acontecer, este é um dos maiores falhanços desta equipa e em especial do seu ministro que no momento da sua posse, lembrou que acima de tudo era médico mas que exercia agora funções de serviço à população. Entende-se mal que perante a melhoria das condições macroeconómicas e das promessas feitas aos cidadãos, sejam os médicos a não verem cumpridas as mesmas.
Em 2012 na última grande greve da classe, soube o governo à data e em condições, que não permitiram melhorar muito os anseios dos médicos, levar a bom porto uma negociação que não teve na componente salarial a victória que todos quereríamos mas antes, o desbloquear das carreiras médicas, a abertura de vagas para com a formação garantir que especialistas novos, formados ainda pelos mais velhos, possam garantir a substituição dos mesmos e permitir que a nossa medicina tenha senão melhores pelo menos os mesmos padrões de qualidade a que os Portugueses já se habituaram. E à data todas as organizações médicas falavam a uma só voz o que hoje, com o aproximar das eleições, não acontece. E quando o Governo paga a entidades privados dez vezes mais por trabalho idêntico na prestação de cuidados médicos, parece que estão por aqui a desbaratar o dinheiro tão bem poupado no setor da educação, não se entende estas diferenças dentro do mesmo executivo.
Preocupados estão também os médicos que servem o INEM com o atraso na nomeação e escolha do Director da Estrutura, sendo que pela forma como saiu o anterior Director, a escolha óbvia seria quem ficou em segundo lugar no mesmo, dado que foram prestadas provas públicas e foi considerado, mesmo pelos que perderam como uma boa escolha o primeiro classificado (dr, Paulo Campos), apesar de ter borrado toda a pintura, dado que, percebemos bem, cometeu um grave erro que nos custou a perda de um Homem que tinha tudo para transformar o INEM, no que se pretende que ele seja. Haja a coragem de olhar para a classificação e perceber que dentro da casa, está a óbvia solução de um “Não Problema”.
E se dúvidas houvesse em relação à beleza paisagística, cultural e gastronómica do nosso país, visitem a cidade de Viseu e os seus arredores, onde além de se comer divinalmente, o Monte de Sta Luzia e as Termas de Alcafache, são segurmente alguns dos pequenos paraísos na Terra, e mesmo aqui na nossa.

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