Participar é preciso

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Miguel Almeida

Miguel Almeida

Os mandatos autárquicos não devem depender apenas daquilo que os eleitos fazem no exercício dos seus cargos, nem do trabalho dos funcionários das autarquias. Todos os cidadãos em geral desempenham um papel fundamental no quotidiano da gestão concelhia, nomeadamente através da denúncia de situações que carecem de intervenção das Juntas de Freguesia ou da Câmara Municipal. Os cidadãos têm o direito e a possibilidade de exporem as suas preocupações e reclamações, mas também os seus elogios, aos órgãos autárquicos, tanto através da participação nas reuniões públicas dos respetivos órgãos, como por escrito, junto dos serviços. Não basta a crítica fácil em conversa de café e depois esperar que outros façam o papel que cabe a cada um de nós. A Figueira, que é um exemplo a nível nacional pela participação de tantas mulheres e homens na vida associativa, carece de uma maior cooperação entre eleitos e eleitores. Falta capacidade reivindicativa aos figueirenses e, vontade de ouvir a quem gere os destinos do concelho. A participação cívica, que aqui reclamo, nada tem haver com actividade política e por isso deverá estar despida de qualquer preconceito Ideológico, apenas de uma genuína vontade de poder ajudar a traçar os destinos do concelho. As sociedades modernas constroem-se na partilha de opiniões e agregando vontades em que ninguém se deve sentir a mais ou com receio que a sua participação seja mal interpretada pelo poder vigente.

One Comment

  1. Zé da Gândara says:

    O Sôdôtôr Miguel Almeida deveria ter masé um nadinha de vergonha quando vem apelar à bufaria para resolver todos os problemas de que padecem os munícipes em geral… Não são poucas as vezes em que as coisas estão mal, são do conhecimento de todos (inclusive dos autarcas) e ninguém faz nada para as resolver… Para que é que serve denunciar uma situação menos conseguida se depois fica tudo em águas de bacalhau ou é mesmo abafado por estar em causa algum interesse de algum amigo?
    Já agora permito-me perguntar uma coisa ao douto Sôdôtôr Miguel Almeida: Quem é que trata de definir o percurso de recolha de crianças em idade escolar pelas freguesias? Sendo o transporte subsidiado pela autarquia quando se trata do ensino público, parece-me que será a autarquia a fazê-lo… A que fontes recorre a autarquia? Aos caciques locais? Já imaginou a atrocidade que é uma criança de tenra idade se ter de deslocar pelos seus próprios meios para uma localidade vizinha a dois Kms de distância de casa, faça frio ou faça sol, chova ou neve, isto porque alguém, em lutas entre caciques decidiu punir e ostracizar parte da população de uma freguesia tida como não votante na cor política de que se reveste o executivo autárquico? Já lhe passou isso pela cabeça? O Sôdôtôr andará um nadinha distraído seguramente e os seus lacaios ainda mais (ou talvez não)…

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