Opinião – Prevenir para não remediar

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Luís Santarino

Luís Santarino

Não se desce da Universidade até à Baixa e daí se segue pela Rua da Sofia, sem olhar à volta! Turista que se preze, tenta encontrar mais motivos de interesse na cidade, e não só aqueles que os “organizadores” lhes impingem.

Não poucas vezes mais parecem um bando, com uma guia com um objeto identificador elevado bem acima da cabeça.
Descem do Arco da Almedina até à Igreja de Santa Cruz, e logo se lhes depara um organista de serviço. Toca bem, parece-me, mas “ficar” numa foto com o “Panteão” não será coisa bonita para turista. A não ser que o turista ache que somos uma cambada de ineptos e a leve para mostrar aos comparsas lá do sítio de onde é originária!

Se lhe apetecer, ao turista, tirar uma foto de família, então olha para a entrada da Rua Direita e fica esclarecido. Se for mesmo curioso, vai mesmo dar uma volta ao redondel e então aí, abre a boca de espanto, tal a vergonha que por ali abunda.
É necessária uma avenida central. Não me parece que haja alguma dúvida acerca disso.

O que demonstra também, que as obras de requalificação da baixa da cidade são determinantes. A Baixa de Coimbra precisa de ter vida. Vida significa gente, muita gente, jovem e ou menos jovem, mas sempre jovem, que deseje assumir Coimbra como uma cidade diferente. A beleza transporta-nos para outra dimensão social e por isso, relacional.

Acho que não vale a pena falar de história, se não se conhece. O que faz a história das cidades são as pessoas. E estas, as nossas, por muito e que por muitas vezes discordemos, deverão ser as melhores porque transportam em si um fardo enorme dos que nos antecederam.

Quem já alguma vez se dedicou a ler a vida de Luiz de Camões, sabe que Coimbra será sempre um grande alfobre de intelectuais, dispersos por vários “Gavião Branco”!

Vale a pena “construir” várias tertúlias, aliás, continuar a construir e diversificar a discussão que a todos deve motivar. Precisamos de uma cidade que saia de casa, que viva Coimbra com mais intensidade, que faça sua cada rua e cada largo, cada esquina, porque em cada esquina também se pode construir uma tertúlia, uma “boa pega”, um sarilho bem urdido.

Tudo nos deve fazer e tornar, diferentes e respeitados.

Por tudo, apoiarei a construção de uma avenida central, porque dela poderá emanar algo que só mais tarde nos apercebamos.

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