Opinião – Dinheiros públicos, vícios privados

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Rui Curado Silva

Rui Curado Silva

Era o título da excelente reportagem de Ana Leal, transmitida pela TVI em 2012, que indiciava a existência de abusos sobre o serviço docente e administrativo exigido aos professores, práticas fraudulentas para melhorar a posição nos rankings nacionais de avaliação de escolas, negligência na segurança dos estabelecimentos e favorecimento na atribuição de turmas e nos contratos de associação.

No concelho da Figueira, o grupo GPS detinha: o Colégio de Quiaios, a Escola Profissional e o Instituto Tecnológico e Profissional. Sabia-se também que várias candidaturas políticas figueirenses tinham sido financiadas por diretores do grupo GPS.

Na altura intervim na Assembleia Municipal sobre o assunto e acrescentei a existência de queixas e de denúncias locais sobre eventuais abusos de que seriam vítimas professores e a forma como as turmas eram distribuídas entre o Colégio de Quiaios e as escolas públicas mais próximas.

Este colégio recebia na altura cerca de dois milhões de euros por ano. Para além disso beneficia de transporte escolar que o coloca em situação vantajosa em comparação com a Escola da Alhadas.

Quem está preocupado com o futuro do Colégio de Quiaios só se pode queixar da gestão do grupo GPS. Avaliem a exuberante e desregrada bella vita do presidente do grupo entre Mondego e Lis. Não me parece que ele esteja muito preocupado.

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