“Não há razões para o Estado romper os contratos assinados em 2015”

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Margarida Mano. FOTO DB/LUÍS CARREGÃ

Margarida Mano. FOTO DB/LUÍS CARREGÃ

Que comentário lhe merece esta polémica relativa às escolas com contrato de associação?

Acho que se está a utilizar algumas destas situações para desviar a atenção das questões verdadeiramente importantes que se colocam à educação portuguesa.

Porquê?

Eu diria que se está a utilizar a situação – e independentemente da questão ideológica – para desonrar contratos assinados durante três anos através da via interpretativa. Uma situação que, na minha opinião, é um erro do ponto de vista da confiança da sociedade, a qual, a partir de agora, não terá mais tranquilidade noutro tipo de compromissos assumidos pelo Poder Central. Há aqui uma questão mais importante que a ideológica – e que é a questão de princípio. Por esta via, na minha opinião, está-se a destruir valor ao nível dos projetos educativos e escolas que tinham naturais expectativas para poder desempenhar o seu papel junto da sociedade nos próximos dois anos. Uma situação que, na minha opinião, é bastante imoral.

Reparo que não quer apenas falar dos contratos de associação…

Quero falar, também, da questão da avaliação, a qual surgiu um pouco desta forma. Apareceu como uma tempestade, uma grande mudança e que levou, no final, a algo que, na minha opinião, não passou de uma grande precipitação. Repare: começou por ser uma revolução, depois não se sabia se era para um ano ou para ser aplicado no ano letivo seguinte e acabou com as escolas a terem de tomar a opção sobre a sua realização, ou não. Ainda esta semana houve uma avaliação baseada em modelos que não foram testados e onde muita gente tem dúvidas sobre a vantagem de mudar a avaliação do final do ciclo para metade desse período. Isto foi algo que perturbou o presente ano letivo, ainda mais quando não está provado que esta mudança tenha resultado numa melhoria. Bem pelo contrário…

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