Vídeo em direto e proteção individual por GPS ajudam bombeiros em Montemor-o-Velho

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EMILIO-TORRAO

 

Empresas de base tecnológica e universidades, em parceria com a autarquia e bombeiros de Montemor-o-Velho, Coimbra, estão a desenvolver uma plataforma que permite acompanhar os operacionais no terreno e decidir, em tempo real, estratégias em situações de risco.

O projeto integra a captação de vídeo em tempo real, com recurso a drones e equipamentos de proteção individual, como um casaco com sistema GPS [sistema de posicionamento global] e um conjunto de sensores que registam o batimento cardíaco, a temperatura e humidade corporal do bombeiro que o utiliza.

“Este sistema que criámos permite estar em qualquer parte do mundo a monitorizar um teatro de operações. Podemos estar no terreno com um ‘tablet’ ou um computador portátil e, em simultâneo, na sala de comando da corporação de bombeiros a assistir exatamente ao que se está a passar”, disse à agência Lusa Paulo Caridade, da Prime Layer Technologies, coordenador do projeto.

Uma das grandes vantagens da plataforma RISE – tecnologia de código aberto (‘open source’), ligada ao ambiente e à proteção civil e que funciona em ambiente ‘web’ – e “ter um vídeo em tempo real mas dentro do vídeo ter a posição dos bombeiros”, adiantou.

“Conseguimos, numa frente de fogo, ter a perceção do que é que está a acontecer e desenvolver a melhor estratégia de combate”, exemplificou.

Entre outras ações, gerar alertas à população através do envio de mensagens escritas, via telemóvel, às pessoas registadas no sistema, para que possam adotar comportamentos preventivos face a fenómenos climáticos, incêndios florestais ou inundações.”Todas estas evoluções tecnológicas têm, para nós, algumas vantagens. Quer no que diz respeito à situação operacional nos teatros de operações, quer fundamentalmente à segurança dos combatentes e operacionais que estão no terreno”, disse o comandante dos Bombeiros Voluntários de Montemor-o-Velho, Joaquim Carraco.

Já Emílio Torrão, presidente da Câmara de Montemor-o-Velho, lembrou o convite da autarquia e o protocolo assinado com a Universidade de Coimbra e a Prime Layer Technologies para desenvolvimento da plataforma RISE, afirmando que o executivo autárquico que lidera “decidiu apostar decididamente em tecnologia de ponta e fazer inovação pura e dura, para monitorizar o risco tanto de inundação como de incêndio”.

“Hoje estamos a desenvolver com estas empresas um conjunto de projetos de alta inovação, alguns pioneiros até, se calhar, a nível mundial, e nessa perspetiva é um orgulho que temos”, declarou.

Em desenvolvimento, para estar concluído em 2017, está um módulo de inteligência artificial, que permitirá que a plataforma possa gerir um sistema de alertas e mesmo despachar meios para um teatro de operações, sem intervenção humana.

3 Comments

  1. Zé da Gândara says:

    Esta iniciativa é sem dúvida, uma mais-valia para a indústria do fogo, cujo peso relativo no PIB Nacional ainda ninguém se terá prestado a calcular por mera distracção… E quando se aliam meios hi-tech nesta pareceria público-privada, atinge-se o zénite da dita PPP e começa-se a navegar por mares nunca dantes navegados…
    Todavia, nem só de sistemas de informação vive o Homem… Há que cuidar igualmente o sector da mecânica de precisão e estimular e incentivar igualmente a concepção e desenvolvimento de uma máquina de pentear macacos, na medida em que será um produto diferenciador e que incorporará tecnologia de ponta do melhor que é passível de produzir cá no burgo!

  2. Zé da Gândara says:

    Essa cena de se utilizarem drones neste empreendimento tecnológico de proporções faraónicas tem de ser bem estudada pela CNPD, dado que pode haver perfeitamente um casal de namorados ou de amantes que se preste a ir para o meio da floresta fresar e naturalmente, ser filmado pelos drones deste projecto tecnológico futurístico… Seria uma pena o video da fresagem ir parar ao Youtube ou mesmo a uma qualquer RIA NOVOSTI que cubra as actividades operacionais da indústria do fogo sem o consentimento dos casalinhos com as hormonas aos saltos… Será que o nosso querido líder, esse enorme baluarte da defesa de todos os direitos e mais alguns, equacionou este cenário e estas possibilidades? É que o progresso tecnológico, tem sempre, no linguajar burguês. efeitos colaterais (muitas vezes serão efectivamente efeitos perversos que causam danos irremediáveis – imagine-se o que não seria a menina / senhora do casal com as hormonas aos saltos ter um modo particular diferenciador de fresar até então desconhecido do grande público… O que não sucederia à menina / senhora depois da exposição mediática gratuita? Sucede que a fresagem em plena mata é uma tradição muito arreigada no subconsciente tugalês que tanto tem contribuído para evitar o descalabro completo da demografia nacional e venha a ser possível esta captação de video com drones, lá está a recuperação demográfica ameaçada e ferida de morte, numa altura em que precisamente, se vislumbrava (dados de 2015) uma inversão da tendência de declínio demográfico, chavão que tão caro é aos nossos queridos dirigentes da coisa pública nos discursos elaborados a regra e esquadro pelos seus inefáveis assessores… Há que ser desta forma, coerente e abraçar este desígnio sem qualquer perturbação de qualquer espécie… Confiamos na sabedoria dos promotores deste projecto para integrarem esta variável no mega-projecto tecnológico por ora lançado…

  3. Zé da Gândara says:

    Será que este projecto não é mais do que o pontapé de partida de um qualquer "Grande Salto em Frente" empreendido pelo nosso querido líder, com vista a tornar o nosso estimado e adorado concelho numa espécie de Silicon Valley Tuga, integrando a determinação de Mao Tse-Tung e o empreendedorismo à la carte Yankee?

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