Opinião – Viseu, uma antiga, mas nova cidade

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Gil Patrão

Gil Patrão

Há no interior do país uma cidade antiga que se afirma pela força e capacidade de planeamento das suas industriosas gentes. Fruto de ideias, tão certas como arrojadas, dos seus presidentes da câmara, Viseu soube aproveitar da melhor forma a onda de modernidade que invadiu o país a seguir à adesão à então CEE.

Dotada, nesse tempo, duma indústria algo incipiente e sem muitos serviços de qualidade, transformou-se, no tempo de duas gerações, numa cidade exemplar, pelo dinamismo de quem aí trabalha afincadamente para construir harmoniosamente o seu futuro. 

A cidade cresce de forma ordenada, orientada por largas circulares concêntricas e de grande qualidade urbanística, que facilitam a sua expansão e permitem um melhor desenvolvimento urbano. Os vários polos de ensino superior, recentes, amplos e bem localizados, e o moderno centro hospitalar central, são vetores de desenvolvimento que Viseu sabe aproveitar devidamente, para assumir, com intensidade crescente, um protagonismo regional singular.

Mas o notável e rápido desenvolvimento de Viseu resulta, essencialmente, da compreensão atempadamente havida do papel relevante que a industrialização tem para acelerar o engrandecimento de urbes e gentes.

As zonas industriais sitas na periferia da cidade, que são esteios do crescimento urbano e da região circundante, foram construídas pela Autarquia em locais adequados, servidas por vias de circulação desafogadas, projetadas por quem tem gerido a urbe ao longo dos mandatos autárquicos – e de quem tem trabalhado nos serviços técnicos do Município – com uma visão progressista do pretendido para o presente e futuro da cidade.

Sem complexos, os Autarcas continuam obras iniciadas por outros, para que a cidade continue a progredir. Como exemplo, a última zona industrial, com lotes de dimensão apreciável, permitiu fixar empresas que criaram muitos postos de trabalho e atraíram pessoas qualificadas.

Mas a Câmara não se limita a gerir espaços e obras; tem práticas modernas para atrair empresários e regulamentos que – a quem pretende investir em Viseu não só o seu capital, mas a própria vida – permitem tornar mais competitivas as empresas que lutam com as demais para afirmar a qualidade dos bens produzidos localmente nos mais exigentes dos mercados internacionais.

Já a Associação Industrial da Região de Viseu, com lideranças coesas e persistentes, de grande dinamismo e notável capacidade de entendimento com Autarcas, Governos e organismos desconcentrados do Estado, exige a todos que a região seja dotada de meios que a tornem mais competitiva… É também por isto que em Viseu há voos aéreos diários para o norte e sul do país!

Viseu sabe cuidar do seu riquíssimo centro histórico, das extensas ciclovias, das diversas zonas pedonais, do Parque do Fontelo e dos jardins que embelezam praças e ruas, e sabe ajudar o comércio local, que sofre a concorrência de centros comerciais e grandes superfícies…, que em Viseu não abundam. Muitos dos restaurantes da região afirmam-se pela elevada qualidade gastronómica, oferecida a preço justo.

Viseu tem aeroporto regional, autoestradas para leste, oeste e norte (mas não para Coimbra…), uma Pousada de excelente qualidade e diversos hotéis, sendo um de grande dimensão, que se imporia em qualquer lado pela qualidade do serviço, e tem perto um excelente campo de golfe, além de muitos pontos de interesse que atraem turistas.

Viseu é um polo regional de atração e desenvolvimento.

Entrar em Viseu é fácil, pelo adequado planeamento urbano; já sair é cada vez mais difícil, pelo dinamismo que se sente e que cativa quem observa o que pode fazer a determinação de quem lá vive para relançar permanentemente a cidade e a região.

Mais que ser uma cidade exemplar, Viseu é um exemplo de gestão urbana a copiar por quem exerce o poder local no centro de Portugal!

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